Benefício de idosa morta pode ter sido sacado por anos por diretor de asilo em Itabela; caso levanta suspeita de fraude e é investigado.

Giro de Noticias - 06/04/2026 - 09:55


Um caso grave envolvendo possível desvio de recursos públicos está sendo investigado no sul da Bahia, com repercussão nas cidades de Itabela e Guaratinga. Há indícios de que o Benefício de Prestação Continuada (BPC) de uma idosa já falecida na cidade de Guaratinga continuou sendo pago e sacado por vários anos após sua morte.

As suspeitas surgiram a partir da análise de documentos disponíveis no Portal da Transparência, que apontam que os valores do benefício — destinado a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade social — permaneceram ativos mesmo após o óbito da beneficiária, identificada como Maria Ferreira de Jesus.

De acordo com os registros, os repasses teriam sido realizados de forma contínua desde 2019, com valores acompanhando os reajustes do salário mínimo. Em dezembro de 2025, o benefício ultrapassava R$ 1.500 mensais. A estimativa é de que o montante recebido indevidamente possa superar R$ 100 mil.

Os dados também indicam que o nome de Ionan Galo Toscano de Britto aparece como representante legal vinculado ao recebimento dos valores ao longo desse período. Além disso, informações preliminares apontam que ele estaria ligado à direção de uma instituição de acolhimento para idosos, o que levanta a hipótese de apropriação indevida dos recursos.

O caso veio à tona após a prisão do ex-diretor da Casa dos Idosos Giuseppe Aras, que foi preso na manhã de segunda-feira (30/03/2026), em Itabela, durante uma operação da Polícia Civil da Bahia. A ação foi realizada pela Delegacia Territorial do município, com apoio do CATTI Descobrimento por crimes envolvendo organização criminosas dentro da instituição.

O caso ganhou forte repercussão local e já está sendo acompanhado por autoridades. Há relatos de que medidas judiciais iniciais sobre o caso já foram adotadas, incluindo o afastamento dos responsáveis pela instituição investigada, diante dos indícios de muitas irregularidades.

As investigações devem buscar esclarecer pontos fundamentais, como:

  • A data exata do falecimento da beneficiária
  • Quando os saques passaram a ocorrer de forma irregular
  • Quem tinha acesso legal ao benefício
  • Se houve participação de outras pessoas no possível esquema

Situações como essa costumam ser apuradas por órgãos como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Polícia Federal, especialmente quando há indícios de fraude contra a administração pública, uso indevido de representação legal ou omissão de óbito para manutenção de pagamentos.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, apropriação indébita e fraude contra a administração pública, além da obrigação de ressarcir os cofres públicos.

O caso também levanta questionamentos sobre possíveis falhas no cruzamento de dados entre cartórios de registro civil e os sistemas do governo federal — mecanismo essencial para impedir que benefícios continuem sendo pagos após a morte do titular.

A denúncia reforça a importância da fiscalização rigorosa sobre benefícios sociais, especialmente aqueles destinados à população mais vulnerável, para garantir que os recursos públicos cumpram sua finalidade.

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COMENTÁRIOS

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Esse ionan galinha só tem a cara de besta ,mas de besta ele não tem nada, tem q morrer na prisão, põe prisão perpétua pra esses ladrões do INSS, cambada de ratos &128000; calungas.
&129315;&129315;&129315;

A polícia federal tem quê emvertiga porquê tem muitas coisas pôr trás disso agora a casa caíl a qui sefaz aqui se pagar
Morador não em detificado