Mãe com fêmur quebrado espera mais de 30 dias por transferência em Itabela, mesmo com uma decisão judicial desde 22 de maio de 2026.

Giro de Noticias - 05/06/2026 - 09:37


Uma dona de casa de 53 anos, identificada como Jeane Almeida da Silva, aguarda há mais de 30 dias por uma transferência hospitalar para realização de cirurgia, em Itabela, no extremo sul da Bahia.

Mesmo após uma decisão judicial que determinava a transferência no prazo máximo de 72 horas, a paciente continuava internada no Hospital Frei Ricardo sem o devido encaminhamento. Segundo familiares, a regulação para transferência só foi confirmada nesta sexta-feira (05), por volta das 16h, com destino a um hospital em Ilhéus.

Jeane está com fratura no fêmur e aguarda atendimento especializado desde o dia 5 de maio. A decisão foi proferida no dia 22 de maio de 2026, às 11h53, pela juíza Tereza Júlia do Nascimento, após análise de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público da Bahia, por meio do promotor de Justiça Igor Saulo Ferreira Rocha Assunção.

De acordo com o processo, o pedido de transferência foi registrado junto à Central Estadual de Regulação ainda no início do mês, mas não houve resposta efetiva por parte do Estado, mantendo a paciente em espera e sem acesso ao tratamento adequado.

Na decisão, a magistrada destacou que a demora no atendimento representa risco concreto à saúde da paciente, podendo causar agravamento do quadro clínico, sequelas permanentes e sofrimento físico prolongado. Ela também reforçou que o direito à saúde é garantido pela Constituição Federal e deve ser assegurado de forma imediata pelo poder público.

A Justiça determinou que o Estado da Bahia garantisse vaga em unidade hospitalar com suporte ortopédico, realizasse o transporte adequado da paciente e assegurasse todos os procedimentos médicos necessários, além do fornecimento de medicamentos e insumos indispensáveis ao tratamento.

Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 1.000, além da possibilidade de responsabilização dos gestores públicos envolvidos.

Apesar do caráter emergencial e da decisão judicial, a demora no cumprimento da ordem agravou ainda mais a situação da paciente e levanta questionamentos sobre a efetividade das determinações judiciais na área da saúde pública.

O caso reforça a obrigação do Estado em garantir atendimento digno, rápido e eficaz, especialmente em situações que envolvem risco à vida e à integridade física dos cidadãos.

Este não é um caso isolado, são muitos os casos de demora de transferência neste sistema de regulação do estado que tem mau funcionamento

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COMENTÁRIOS

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Isso é pra a população aprender a escolher seus representantes e não esse tipinho aí que só presta pra anda com um monte de macho no pescoço esse cara tá né aí pra pobre ele só quis o pode
Vergonha

Porque esse prefeito não faz nada só fica ai desfilando com um bando de homem e perturbando os funcionários que realmente trabalham ao invés de interver para ajudar a população que voltaram nele só por causa do ex prefeito por isso gente vocês sofrem Maria vai com as outras esse cara nem pra vereado prestou vocês acham que para prefeito ia ser diferente
Itabela

Engraçado se fosse alguém da família ou conhecido de alguém lá de dentro eles se esforçavam pra transferir
Ana

Coitadinha dessa mulher ainda lá só Deus na causa
Morador

Engraçado eu vir lá no hospital esse prefeito com um monte de segurança, indo de paciente a paciente perguntando sobre os funcionários oprimidos os mesmo que ali estão de parabéns pelo trabalho que faz so não fazem melhor pq a cidade estar largada as tracas pq esse prefeito não olha a situação daquele hospital que estar um nojo as paredes sujas o piso acabado camas emperrada falta de lençóis até que a alimentação dos funcionários são regradas não tem lugar adequado para eles descansarem enfim
Fernanda

Então já se passaram 27 dias da decisão da drª Juiza e de acordo com a multa diária aplicada, a senhora enferma tem direito a R$27.00,00. Corre atras desse dinheiro.
R$27.000