
Dois indígenas foram presos por porte ilegal de arma de fogo na noite desta sexta-feira (9), no Trevo do Parque Nacional, nas proximidades do Córrego da Barriguda, em Itamaraju, no extremo sul da Bahia. A ação foi realizada por equipes das Companhias Independentes de Policiamento Especializado (CIPEs) Cacaueira e Central.
A área aonde os indígenas foram encontrados está com policiamento reforçado desde outubro, quando dois homens, pai e filho, foram mortos por um grupo de indígenas.
De acordo com a polícia, a prisão ocorreu por volta das 21h22, durante uma abordagem há um veículo ocupado por cinco pessoas e encontraram duas armas de fogo, sendo um revólver e uma garrucha. O grupo foi detido, mas os policiais decidiram liberá-lo após serem abordados por “um grande número de indígenas”.
Os indígenas chegaram ao local, cercou a viatura e resgataram os dois detidos, gerando um momento de tensão entre policiais e manifestantes.
Diante da situação, foi solicitado apoio da Força Integrada, que enviou novas guarnições ao local. Com a chegada do reforço policial, a ocorrência foi controlada sem registro de confrontos ou feridos.
As equipes policiais se deslocaram posteriormente para a Delegacia Territorial de Itamaraju, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis relacionadas à apreensão das armas de fogo.
Em nota, a corporação afirmou que a medida foi adotada ao avaliar o risco potencial à integridade física dos agentes e de terceiros, além da distância da localidade, do horário noturno e da limitação de apoio imediato. Outras guarnições da Força Integrada e da 43ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Itamaraju) foram acionadas para reforço.
Este não é um caso isolado na região. Em situação semelhante registrada anteriormente, cinco indígenas da etnia Pataxó foram presos e, horas depois, um grupo de cerca de 200 pessoas interceptou agentes da Força Nacional de Segurança e da Polícia Militar da Bahia na BR-489, nas proximidades de Itabela, para libertá-los à força.
Os episódios estão relacionados a antigas disputas por terras no extremo sul da Bahia e reacendem o debate sobre conflitos fundiários, segurança pública e o uso de armas em áreas indígenas.
Fonte da Policia