
O corpo da professora Juliana Matos de Lima Santiago, assassinada a facadas por um aluno em Rondônia na última sexta-feira (6), foi cremado neste domingo (8), em Salvador. O velório e a cerimônia ocorreram no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas.
Juliana tinha 41 anos, era escrivã da Polícia Civil e atuava como professora de Direito Penal. O ataque aconteceu durante uma aula no estado de Rondônia, onde ela trabalhava.
O traslado do corpo para a Bahia ocorreu no sábado (7), mesmo dia em que uma missa em memória da professora foi realizada em Rondônia. Em Salvador, instituições ligadas à trajetória de Juliana publicaram homenagens nas redes sociais.
O Colégio Antônio Vieira, onde ela estudou na infância e adolescência, divulgou nota de solidariedade: “Sua partida nos entristece profundamente e reforça a urgência de cuidarmos da vida, das relações e do outro”, diz um trecho do texto.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) também se manifestou, repudiando o crime e destacando o caso como um episódio de violência contra a mulher ocorrido em ambiente de ensino. Em nota, a entidade afirmou que “o assassinato da professora Juliana se insere em um contexto alarmante de feminicídios e outras violências letais contra mulheres, que seguem vitimando brasileiras em razão de seu gênero, em diferentes espaços e circunstâncias”.
Vejam a matéria do dia dos fatos
A professora de Direito e escrivã da Polícia Civil de Rondônia, Juliana Mattos de Lima Santiago, foi morta a facadas por um aluno em uma sala de aula de uma universidade particular de Porto Velho. O crime ocorreu na sexta-feira (6) e foi registrado como feminicídio.
O autor do ataque é João Cândido da Costa Junior. Ele tentou fugir, mas foi contido no local, segundo o boletim de ocorrência. A defesa do suspeito não foi localizada.
O aluno recebeu voz de prisão de um policial que estava na faculdade. Ele foi levado inicialmente a uma unidade de pronto atendimento e, depois, encaminhado ao Departamento de Flagrantes, onde foi preso. Neste sábado, passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), o estudante deve ser encaminhado ao sistema prisional.
Juliana foi socorrida, mas chegou ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II já sem vida. A equipe médica informou que a professora apresentava duas perfurações na região torácica, além de uma laceração no braço direito.