
Momentos de pânico e tensão marcaram a colheita de café na Fazenda Caprichosa, localizada na zona rural de Prado, no extremo sul da Bahia, na tarde e noite desta quinta-feira (09).
Um grupo de cerca de 30 trabalhadores e o proprietário da área foram surpreendidos por disparos de arma de fogo por volta do meio-dia, o que provocou correria e obrigou todos a fugirem pela mata na tentativa de escapar do ataque.
De acordo com relatos, os criminosos, que se autodenominavam indígenas, também atearam fogo na pastagem próxima à área de colheita, aumentando ainda mais o clima de terror. Em desespero, muitos trabalhadores correram até a sede da fazenda em busca de socorro.
O dono da propriedade decidiu permanecer inicialmente no local, temendo que os suspeitos incendiassem máquinas agrícolas. No entanto, a situação se agravou quando alguns funcionários começaram a passar mal devido à forte tensão. Ao tentar retirá-los em um veículo, ele foi impedido pelos disparos constantes.
Sem alternativa, o proprietário e mais quatro trabalhadores permaneceram dentro de um carro por várias horas, cercados pela violência, até a chegada das forças de segurança por volta das 20h, quando foram finalmente resgatados.
Informações iniciais apontam que os disparos foram feitos com armas de grosso calibre, possivelmente fuzis, e pelo menos uma máquina agrícola foi atingida. Até o momento, não há confirmação de feridos.
A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil de Prado, com apoio de outras forças de segurança da região, que atuaram no resgate das vítimas e no controle da situação.
Há suspeitas de que o ataque esteja relacionado a conflitos fundiários. A propriedade conhecida como “Rolinha”, situada nas proximidades da Fazenda Caprichosa, já havia sido ocupada anteriormente e teria sido retomada pelo proprietário, identificado como Djalma Galão. A área fica no sentido de Corumbau, o que pode indicar possível ligação entre os episódios.
O caso será investigado pelas autoridades, que buscam identificar os responsáveis e esclarecer as motivações do ataque. A região segue sob atenção devido ao risco de novos confrontos.
Moradores e trabalhadores rurais relatam medo e cobram mais segurança no campo diante da escalada da violência na região.