Megaoperação da Polícia Civil coordenada pela 23ª Coorpin de Eunápolis desmantela esquema milionário de golpes virtuais e bloqueia R$ 103 milhões

Giro de Noticias - 13/05/2026 - 09:33


Uma grande operação da Polícia Civil da Bahia revelou a dimensão de um esquema criminoso altamente estruturado que atuava em vários estados do país aplicando golpes pela internet. A ação, coordenada pela 23ª Coorpin de Eunápolis, foi deflagrada nesta terça-feira (13) e resultou no bloqueio de R$ 103 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados.

A ofensiva policial teve caráter interestadual e contou com o apoio da Polícia Militar da Bahia, além da integração com forças de segurança de outros estados e do CIBERLAB, setor especializado do Ministério da Justiça e Segurança Pública no combate a crimes cibernéticos.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão simultaneamente nas cidades de Eunápolis (BA), Crato (CE), Goiânia (GO), Recife (PE) e São Paulo (SP). A operação teve como foco desarticular uma organização criminosa especializada em estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações, o grupo aplicava golpes utilizando técnicas sofisticadas de engenharia social. As vítimas eram abordadas por meio de mensagens SMS falsas, que simulavam alertas de bloqueio em contas bancárias. Ao acessar os links enviados, acabavam sendo direcionadas para páginas fraudulentas, onde inseriam dados pessoais e bancários.

Com essas informações, os criminosos conseguiam acessar contas das vítimas e realizar transferências via PIX para contas ligadas à quadrilha.

Além dos golpes, a organização utilizava um complexo esquema de lavagem de dinheiro. Os valores obtidos eram distribuídos em contas de terceiros, conhecidos como “laranjas”, e posteriormente reintegrados ao grupo por meio de empresas fictícias e até familiares, dificultando o rastreamento dos recursos ilícitos.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, documentos e equipamentos eletrônicos que agora passarão por análise técnica e podem reforçar ainda mais as provas contra os suspeitos.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados poderão responder por crimes como estelionato por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

A operação representa um duro golpe contra o crime digital e reforça a importância da atenção da população diante de mensagens suspeitas e links desconhecidos.

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