
Segundo o Ministério Público da Bahia, as condenações envolvem acusações de corrupção passiva, peculato e uso de policiais e viaturas em serviços privados. Oficial está preso preventivamente desde janeiro de 2025.
O capitão da Polícia Militar da Bahia Fabrício Carlos Santiago dos Santos foi condenado a um total de 50 anos, dez meses e dois dias de prisão, resultado de quatro ações penais apresentadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). As sentenças foram proferidas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador.
De acordo com as informações divulgadas sobre os processos, o oficial está preso preventivamente desde janeiro de 2025. As condenações envolvem acusações relacionadas ao uso da estrutura da Polícia Militar para atender a interesses particulares e ao recebimento de vantagens indevidas.
Condenação mais recente envolve pagamentos de mais de R$ 102 mil
A condenação mais recente foi proferida na quinta-feira (8), com pena de 18 anos e quatro meses de prisão.
Segundo as investigações, Fabrício Santiago teria recebido 74 transferências bancárias que, juntas, ultrapassaram R$ 102 mil. Os valores estariam relacionados ao direcionamento de viaturas e policiais militares para realizar a segurança privada de uma barraca de praia localizada em Coroa Vermelha, além do suposto vazamento de informações sigilosas sobre fiscalizações.
As acusações apontam para o possível uso de recursos e agentes públicos em benefício de uma atividade privada. Os fatos foram analisados no âmbito da Justiça Militar estadual.
Outras condenações incluem corrupção passiva e peculato
As outras três condenações estão relacionadas a acusações de corrupção passiva e peculato.
Entre os fatos investigados estão o suposto emprego de policiais militares na proteção de uma propriedade particular e o recebimento de vantagens indevidas para intervir na liberação irregular de uma motocicleta que havia sido apreendida.
Somadas, as quatro sentenças resultaram na pena total de 50 anos, dez meses e dois dias de prisão, conforme as informações divulgadas.
Caso envolve uso da estrutura pública para interesses privados
As condenações colocam em evidência acusações de desvio de finalidade no emprego de recursos humanos e operacionais da Polícia Militar, instituição cuja atuação deve atender ao interesse público.
O caso foi conduzido judicialmente a partir de ações penais apresentadas pelo Ministério Público da Bahia. Para informações completas sobre cada processo, incluindo os fundamentos das sentenças, eventuais recursos e a situação definitiva das condenações, é necessário consultar as decisões judiciais e os registros oficiais correspondentes.