
Criminosos aproveitaram a ausência do morador para invadir a residência, revirar os cômodos, levar diversos objetos e destruir utensílios domésticos. Famílias vivem em meio à tensão provocada pela disputa territorial na região.
Uma residência localizada no assentamento Terra Nova foi invadida na noite desta sexta-feira (6). Durante a ação, indivíduos roubaram diversos pertences do morador e destruíram vários utensílios e objetos que estavam dentro da casa.
Segundo as informações recebidas pela reportagem, o proprietário havia saído para ir até a sede do assentamento. Quando retornou, encontrou a residência completamente revirada, com grande parte dos seus bens levados e vários objetos danificados.
O caso aumenta a preocupação entre as famílias que vivem no assentamento, onde os moradores enfrentam um cenário de tensão em razão de uma disputa territorial. Indígenas da região alegam que a área pertence a uma aldeia indígena, enquanto as famílias assentadas reivindicam o direito de serem indenizadas e de receberem uma nova área, já que o local onde mora foi destinado a eles pelo Incra em 1998.
O assentamento Terra Nova existe há aproximadamente 28 anos e foi implantado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Entretanto, nos últimos anos, a disputa pela área se intensificou, e diversas famílias relatam que foram obrigadas a deixar suas propriedades diante das pressões e dos conflitos.
Famílias cobram providências
Os moradores relatam insegurança e temem novos episódios de invasões, furtos e destruição de patrimônio. A ocorrência registrada nesta sexta-feira reforça a preocupação de quem ainda permanece na localidade.
As famílias cobram providências dos órgãos responsáveis, especialmente do Incra e do Governo do Estado da Bahia, para que a situação seja esclarecida e sejam adotadas medidas que garantam a segurança dos moradores e evitem novos conflitos.
O caso deverá ser registrado na Delegacia de Polícia Civil para que sejam apuradas as circunstâncias da invasão, do furto dos pertences e da destruição dos objetos na residência.
Os moradores afirmam que não sabem ao certo quem praticou a invasão e o furto, nem se os responsáveis seriam indígenas ou pessoas infiltradas entre os grupos envolvidos na disputa territorial. Entretanto, destacam que o acesso de entrada e saída do assentamento foi bloqueado com a instalação de uma corrente por indígenas, situação que, segundo os assentados, dificulta a circulação de pessoas sem o conhecimento ou a autorização de quem controla o acesso à área.
O caso deverá ser registrado na Delegacia de Polícia Civil para que sejam apuradas as circunstâncias da invasão, do furto dos pertences e da destruição dos objetos na residência.