
Os depoimentos das testemunhas no júri popular do goleiro Bruno Fernandes e da ex-mulher Dayanne Rodrigues foram concluídos nesta terça-feira (5), segundo dia de julgamento. Das 15 testemunhas previstas inicialmente para falar no júri (conheça todas as testemunhas), apenas três deram depoimento no Fórum de Contagem (MG): João Batista Guimarães, Célia Aparecida Rosa Sales e Ana Maria dos Santos. Além delas, Renata Garcia teve depoimento lido. As demais testemunhas foram dispensadas pela defesa e pela juíza Marixa Fabiane.
Nesta terça-feira, falaram João Batista Guimarães, que acompanhou o depoimento do motorista Cleiton Gonçalves no inquérito, e Célia Aparecida Rosa Sales, irmã de Sérgio Rosa Sales, réu no processo morto em agosto de 2012. Na segunda-feira (4), falou Ana Maria dos Santos, delegada que ouviu o então adolescente Jorge Lisboa Rosa, que delatou Bruno.
Outra testemunha da Promotoria, Renata Garcia, advogada que acompanhou o depoimento do então menor Jorge, que delatou Bruno à polícia, foi ouvida por carta precatória (à distância) e seu depoimento foi lido no plenário na terça-feira.
Bruno responde pela morte e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho que teve com a jovem. A ex-mulher Dayanne Rodrigues responde pelo crime de sequestro e cárcere privado da criança.
Célia Aparecida, prima do goleiro Bruno, disse nesta terça-feira, no seu depoimento como testemunha do júri popular, que a ex-mulher do atleta Dayanne Rodrigues, pediu para que ela entregasse o bebê Bruninho para Wemerson Marques, o Coxinha.
Célia, arrolada como testemunha pela defesa de Dayanne, disse em depoimento anterior que.ajudou a entregar o bebê Bruninho, que estava com Dayanne, a Coxinha. O fato teria ocorrido no dia 18 de junho de 2010, após a morte de Eliza, segundo o Ministério Público.
Célia também disse nesta terça-feira (5) no plenário que não perguntou a Dayanne por que ela pediu para entregar a criança a Coxinha.
O promotor Henry Castro perguntou, durante o júri, se ela não achava estranho uma criança bem tratada ser entregue em uma BR no meio da noite para um "marmanjo". Célia disse que não sabia informar o motivo.
Célia Aparecida é irmã do réu assassinado Sérgio Rosa Sales. Ela também havia sido arrolada pela defesa de Bruno, mas foi dispensada.
Célia estava no sítio de Bruno no período em que a polícia acredita que ela tenha sido mantida sob cárcere privado
Célia disse que viu Eliza no sítio e conversou muito com ela. Segundo Célia, Eliza dizia que a mãe não tinha a criado.
Ainda segundo Célia, Eliza disse que se contasse as "coisas pesadas" que sabia de Bruno, a vida dele iria "acabar".
Em determinado dia, diz Célia, Macarrão disse que "estava na hora de ir". Entraram no carro ele, o primo de Bruno então menor Jorge Luiz e Eliza. E elas ficaram no sítio, inclusive Dayanne.
Depois, relatou a testemunha, Macarrão e Jorge retornaram para sítio. "Chegaram com o neném", disse. Segundo ela, Macarrão afirmou que Eliza voltaria para pegar Bruninho.
Célia afirmou que o bebê ficou com Dayanne porque os demais precisavam viajar. Segundo ela, a criança não foi maltratada. "Cuidou como se fosse dela", diz sobre Dayanne.
Célia também afirmou que Bruno era um pai presente e exigente para os filhos de Dayanne. Ela disse que Macarrão tomava conta das coisas do Bruno.