Moradores do Córrego do Ouro, distrito de São João do Sul, no município de Guaratinga, denunciam a paralisação de uma obra na Escola Rural Domitília Pinheiro, que atende 15 alunos do 1º ao 5º ano. Segundo familiares, devido às péssimas condições estruturais da escola, não há previsão para o início das aulas no ano letivo de 2026.
De acordo com a denúncia, a unidade escolar, que atende crianças do Assentamento Roseli e de fazendas da região, teve a reforma do telhado iniciada, mas a obra foi interrompida antes da conclusão. Pais de alunos chegaram a doar parte da madeira utilizada na troca da cobertura, além de contribuírem com bebedouro e ventiladores.
Ainda conforme relatos, o secretário municipal teria solicitado que os próprios pais realizassem a pintura da escola, o que gerou indignação entre as famílias. “São 15 alunos e 15 famílias sem solução. A escola está sem condições adequadas e as crianças estão sem aula”, afirmou um parente de dois estudantes.
Entre as necessidades apontadas estão: conclusão do telhado, embocamentos, pintura, instalação de bebedouro, reparos no ralo do banheiro, piso na área da cantina, janelas, além de materiais hidráulicos, como canos e conexões.
A escola, segundo moradores, foi construída há cerca de 30 anos por uma família tradicional da comunidade e, posteriormente, repassada à administração municipal. Desde então, conforme os relatos, enfrenta problemas recorrentes de manutenção e pouca assistência do poder público.
A comunidade cobra providências urgentes da Prefeitura de Guaratinga e pede esclarecimentos sobre a paralisação da obra e a retomada das aulas.
A reportagem não conseguiu manter contato com o secretário de Educação de Guaratinga e deixa o espaço aberto para que ele possa se pronunciar sobre a reclamação dos pais e informar quando a reforma da escola será realizada.