
Menino passou por atendimentos em Itabela e Eunápolis antes de ser internado; caso foi inserido na Central Estadual de Regulação, mas, segundo a família, ainda não há vaga disponível
PORTO SEGURO (BA) — Uma criança de apenas 1 ano e 7 meses está internada em Porto Seguro e aguarda uma transferência para uma unidade hospitalar com estrutura especializada. O caso envolve o pequeno Noah Gomes de Souza, que, segundo a família, teve o estado de saúde agravado após passar por atendimentos médicos em Itabela e Eunápolis.
De acordo com o pai, Fabrício Jesus de Souza, a criança foi levada duas vezes para atendimento em Itabela. Segundo o relato, em uma das ocasiões Noah recebeu soro e medicação e, posteriormente, foi liberado para retornar para casa.
Com a piora do quadro, o pai levou o filho para Eunápolis durante a madrugada de segunda-feira (17). A criança também recebeu atendimento médico naquela cidade e, conforme o relato familiar, foi medicada e liberada.
Ainda segundo a família, por volta das 12h de segunda-feira (17), diante do agravamento do estado de saúde, Noah deu entrada no Hospital Luiz Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, onde permanece internado.
Criança já está na regulação estadual
A situação ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (18). Um documento da Central Estadual de Regulação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB) confirma que o paciente foi inserido no sistema de regulação.
O relatório registra a ocorrência de número 5011548, aberta às 01h24 da madrugada do dia 18 de agosto de 2026, tendo como paciente Noah Gomes de Souza, de 1 ano, sexo masculino. O documento também registra encaminhamento às 01h26.
Apesar da inserção no sistema, segundo a família, até o fechamento desta matéria ainda não havia sido encontrada uma vaga para a transferência.
O pai afirma que a criança necessita de atendimento especializado e relata que o quadro teria sido apresentado à família como uma possível infecção bacteriana. Até o momento, porém, não foram apresentados à reportagem documentos médicos que confirmem oficialmente o diagnóstico.
A espera que preocupa
O caso levanta uma questão que precisa ser respondida pelas autoridades de saúde: quanto tempo uma criança de apenas 1 ano e 7 meses, com o estado de saúde agravado, terá de esperar por uma vaga enquanto permanece internada aguardando transferência?
A família já percorreu diferentes unidades em busca de atendimento e agora depende da chamada regulação estadual para conseguir uma vaga em uma unidade que possa oferecer o tratamento necessário.
A existência do registro na Central Estadual de Regulação demonstra que o pedido de transferência foi formalizado. No entanto, para a família, ter o nome inserido no sistema não resolve o problema enquanto a vaga não aparece.
O episódio também coloca novamente em discussão a situação da saúde pública e o funcionamento do sistema de regulação na Bahia. Para quem está do lado de fora, a regulação pode parecer apenas um procedimento administrativo. Para uma família que acompanha uma criança internada, porém, cada hora de espera representa angústia e incerteza.
É necessário que o Estado esclareça qual é a situação atual da solicitação, qual unidade está sendo buscada, quais são os critérios utilizados para a transferência e por que, até o momento, não foi disponibilizada uma vaga, caso a informação da família seja confirmada.
A crítica não é ao trabalho dos profissionais que estão atendendo a criança, mas à necessidade de que o sistema público de saúde dê uma resposta efetiva e rápida diante de um caso que envolve uma criança tão pequena.
O Giro de Notícias deixa espaço aberto para que a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, a Prefeitura de Porto Seguro e os responsáveis pelas unidades de saúde envolvidas possam se manifestar e esclarecer a situação da criança, da solicitação de transferência e da disponibilidade de vaga na regulação estadual.
Saúde não pode esperar.
A situação chama atenção para a dificuldade enfrentada por famílias que precisam de atendimento especializado na região.
A criança em questão já havia passado duas vezes por atendimento hospitalar em Itabela, onde foi medicada e liberada. Posteriormente, também foi atendida em Eunápolis, onde novamente recebeu atendimento e foi liberada.
Agora, já em Porto Seguro, a equipe médica identificou a necessidade de manter a criança internada e apontou a necessidade de uma vaga em UTI Neonatal. O pedido foi encaminhado para a Central Estadual de Regulação, e a família aguarda a disponibilização de um leito adequado.
O caso levanta um questionamento importante sobre a estrutura de saúde disponível na região e sobre a necessidade de atendimento especializado para crianças que apresentam quadros que podem exigir acompanhamento de maior complexidade.
A Central Estadual de Regulação é responsável por organizar e encaminhar pacientes para unidades compatíveis com suas necessidades, considerando critérios como gravidade clínica e risco do paciente.
Itabela, Eunápolis e agora Porto Seguro. Três municípios, diferentes atendimentos e, no fim, uma criança que precisa de uma vaga especializada para continuar o tratamento.
A família segue aguardando uma resposta da Regulação e, principalmente, uma vaga que possa garantir à criança o atendimento adequado ao seu quadro clínico
Todas as informações, documentos e imagens relacionados à criança foram fornecidos e tiveram sua divulgação devidamente autorizada pelos pais ou responsáveis legais, com o objetivo de dar visibilidade à situação e buscar apoio para a transferência e disponibilização de uma vaga em UTI Neonatal.