A luta de 100 brigadistas e poucos recursos contra incêndio sem precedentes no Parque Nacional de Monte Pascoal.

Redação - 03/03/2019 - 09:45


Em meio a uma densa nuvem de fumaça e sob um calor de 45ºC, ao menos 100 pessoas trabalham em jornadas de até 30 horas ininterruptas para combater o fogo no Parque Nacional, Monte Pascoal, em  Porto Seguro. Há 6 dias, a região é atingida por um de incêndios  que começou na última terça-feira e tomou proporções históricas.

O cacique da Aldeia Boca da Mata, Alfredo Santana Ferreira, que tem mantido contato direto com a redação do Site Giro de Noticias, conta que  o incêndios alem de está destruindo a  prevenção ambiental, ganha ainda mais fundamento visto o histórico do parque. Outra preocupação é com os animais, "um grande incêndio como este podem matar muitos bichos que tentam fugir e ficam sem saida e acabam morrendo queimado" disse.

Ainda segundo o Cacique, neste sábado a Empresa Veracel Celulose enviou  um grupo de homens trenados em combate a incêndio e neste domingo disponibilizou um trator de esteira e um avião para trabalhar no combate as chamas. A aeronave está utilizando água do mar e apanhada na região de Caraiva.

De acordo com o cacique, o trabalho exige muita rapidez. Enquanto os 100 brigadistas  e outros voluntários com abafadores trabalham no combate as chamas e preciso de pelos menos três carros-pipa. Estas são as dificuldades encontradas, os locais de incêndios são de difícil acesso e os carros não chegam sem que os tratores abram o caminho, diante disso, existe necessidade de pelo menos três tratores e com a máxima de urgência.

Até então a maior ajuda foi da Veracel, mesmo o parque estando em Território do Município de Porto Seguro, a prefeitura tem feito quase nada para ajudar ao combate ao incêndio que está sendo  chamado de um grande desastre ecológico, em um área de preservação ambiental das mais importantes do Brasil.

Segundo informações a prefeitura até o momento disponibilizou apenas 6 cestas básicas, que serviu apenas para um dia. São 100 homens que precisam de alimentos e água, portanto os evolvidos nas frentes de trabalho faz um apelo aos  órgãos responsáveis e poderes públicos regionais, que puderem disponibilizar ajudas entrarem em contato com os chefes das brigadas pelos telefones 9. 9843-6473 ou 9.9849-3888.

Para os envolvidos nas frentes de trabalho, mesmo com este aparato que acaba de chegar ao parque, às queimadas vão custar a serem controladas,  devido a grande extensão de ares atingidas.

Entre os brigadistas, há funcionários do Ibama, do próprio parque, da Veracel  e de Grupo  ambientalista, além de voluntários independentes. Eles contam ainda com a ajuda de um avião, um trator de esteira e  um  caminhões-pipa  da veracel celulose.

Os líderes indígenas, Cacique Alfredo Santana Ferreira e a agente indígena de saúde, Indinaria  Braz,  esse é o maior incêndio que já presenciaram. Eles contam que as chamas com maior intensidade começam sempre no meio da tarde e vão até o começo da madrugada. Neste horário fica muito difícil a atuação de  trabalho dos brigadistas.

"É muito traumático, uma violência absurda. O fogo está transformando áreas imensas em cinzas, queimando a turfa seca de uma forma que nunca vi. É uma tragédia irreparável", diz à  agente de saúde indígena da aldeia Jitaitá, Indinaria  Braz.

Em menos de uma semana, o incêndio destruiu uma área muito grande  do Parque Nacional Monte Pascoal,ainda não foi avaliada quantas hectares já foram destruídas  desde do início do fogo.Os combatentes dizem que a impressão durante o combate às chamas é que eles estão permanentemente fumando cigarros.

O Cacique Alfredo Santana Ferreira, reforça o pedido de ajuda para comprar equipamentos, alimentação para os combatentes e até combustível para os veículos que estão trabalhando no combate contra fogo do Parque Nacional Monte Pascoal.

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