Retrocesso absoluto. É assim que se encontra a situação dos professores dos 60% na Prefeitura Municipal de Guaratinga. Isso porque a redação do Giro de Noticias foi recentemente procurada por Integrantes da APLB, para denunciar o descaso da atual gestão municipal com os servidores que trabalham na rede publica de ensino.
Segundo o que denunciaram, a prefeita Cristine Pinto, alega que não conseguiu pagar o salário de dezembro e o décimo terceiro salário aos professores, por questões de crise econômica no município e alega que pagou muitas dividas do gestor anterior.
A classe reagiu e foram às ruas na ultima quinta-feira dia 21 de dezembro de 2017, cobrando o comprimento dos vencimentos salariais. "A situação nas escolas já não eram boas e para piorar o município ainda anuncia que não vamos receber o décimo terceiro salário e que a previsão de pagamento só em janeiro de 2018 e o salário de dezembro será pago se chegar dinheiro.
Nesta sexta-feira (22) ouve uma reunião entre os representantes do Sindicato da Categoria, APLB, com os Gestores da Fazenda Pública, Raphael Castro-Secretario de Administração e Richardson Oliveira – Tesoureiro. Eles informaram que a intenção é de pagar o salário dos 60% até o dia 28 de dezembro, mas isso, se chegar dinheiro e o décimo terceiro só será pago em 2018.
A coordenação representada por Orlandy Pereira da Silva, presidente da APLB, não aceitou a proposta, tendo em vista que o décimo está em atraso, a gestão tem até o quinto dia útil para efetuar o pagamento de dezembro de 2017.
Conforme o SISBB - Sistema de Informações Banco do Brasil, a Arrecadação do Município de GUARATINGA - BA entre 01 de dezembro a 21 de dezembro de 2017, CREDITO FUNDO R$ 2.795,49 C. Não está contabilizado dinheiro da saúde e de Convênios.
Para onde foi toda essa grana que deveria ser daquele que derramou o suor trabalhando dignamente? Para onde foi a vergonha dos nossos representantes políticos? Que Município é esse que não tem dinheiro para pagar o direito de um trabalhador, mas tem recurso público suficiente para bancar despesas para a ostentação pessoal de varias pessoas do governo? São apenas perguntas que não querem calar.
“Caso não resolva o impasse até o final de dezembro o sindicato estará pronto a realizar uma denúncia ao Ministério Público, certamente a Justiça poderá obrigar o município a informar para onde está indo o repasse integral do Fundeb e bloquear os valores suficientes para pagar o que já deveria ter sido pago. Afinal de contas, em tempos de crise, um trabalhador fica em pleno Natal sem seu décimo terceiro, ameaçados de ficar ainda sem o salário e o terço de férias, por conta da mera vontade da prefeita, é desumano, injusto e ilegal”,informa uma servidora que não quis se identificar.