
Há três dias, a família de um bebê espera a transferência do menino que nasceu no Hospital Municipal de Itabela para que ele tenha chance de vida. Com graves problemas ele precisa urgentemente de um leito e uma UTI Neonatal com acompanhamento pediatra e se for necessário ele pode ser entubado ou ficar sob ventilação mecânica para respirar melhor. O que só conseguiria em dois hospitais da região, que estão sem vaga.
O recém-nascido precisa de ajuda, ele não é amamentado. Por isso ele precisa de um leito com um pediatra de plantão. O bebê nasceu na última quarta-feira com problemas de saúde. Desde então, está internado no hospital Frei Ricardo em Itabela e aguarda por uma transferência.
De acordo com a diretora do Hospital Lilia Cegueira, ele vem sendo mantido com a ajuda de medicação e aparelhos, ele precisa ser transferido para um hospital especializado, onde deve ser avaliada a sua necessidade. Segundo ela foi feito o pedido de referencia junto ao hospital Regional de Eunápolis, hospital de Base de Porto Seguro e junto à regulação do estado, todos foram negados por falta de vagas.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Itabela, Wadila Cassiano, o nome do bebê está no sistema de regulação do estado à espera de leito desde o momento de seu nascimento na quarta-feira, embora o pedido tenha sido feito assim que foi detectado o problema de saúde do recém-nascido, todos foram negados. O motivo foi esclarecido, falta de vaga. A Secretaria afirma a dificuldade de transferência para os hospitais de referência.
A equipe do hospital de Itabela afirma que o cadastro foi feito nas duas unidades e que a equipe faz contato três vezes por dia para reforçar e monitorar o pedido. No entanto, recebeu como resposta, a informação de que as UTIs dos hospitais de referencia estão lotadas e que a espera pode durar cerca de uma semana. A secretaria informou por volta das 19h que estava tentando a vaga zero no Samu.
A situação está muito crítica. Estou tentando de todas as formas, inclusive vou acionar a Justiça. Meu irmão corre risco de vida, mas enquanto houver esperança, eu vou até o fim - afirma Rafaela.
Ainda de acordo com Rafaela, na quinta-feira o bebê foi levado no Hospital Ramos para uma consulta particular e o pediatra disse que o recém-nacido precisava de um acompanhamento, mas a família não tem condições de pagar particular e no SUS não tem vagas, está sendo ainda mais difícil a mãe ver o filho cada hora mais debilitado sem ter uma solução.
Por volta das 21h de sexta-feira, a secretaria de saúde informou a redação do Giro que a criança havia sido transferida para o Hospital Regional de Eunápolis.