
Ouvindo apenas a prefeitura de Salvador o Governo da Bahia, Rui Costa, decidiu estender a ampliação das medidas restritivas por mais dois dias, após um fechamento de atividades não essenciais entre as 17h da última sexta-feira (26) e as 5h desta segunda (1º). Com a decisão, apenas serviços essenciais vão continuar funcionando em toda a Bahia - exceto o Oeste, o Norte e o Nordeste - até a próxima terça-feira (2).
O governo alega que no domingo (28), a Bahia registrou o maior número de internados em unidades de terapia intensiva desde o início da pandemia, com 983 pessoas hospitalizadas em leitos Covid-19, incluindo crianças e adolescentes. Foram registradas ainda 90 mortes nas últimas 24h, com concentração dos óbitos registrados nas últimas semanas (lembre aqui).
“Os hospitais privados continuam operando a quase 100%. A rede pública acima de 90%. Ao longo do dia de hoje estavam na fila esperando a regulação mais de 195 para leitos de UTI”, explicou o governador Rui Costa. De acordo com o governador, foram 320 mortes registradas nos últimos três dias, o que ampliou a preocupação com o momento da pandemia.
A extensão das medidas restritivas ampliadas inclui também o toque de recolher, que se mantém entre 20h e 5h até o dia 7 de março. Nesse período, apenas urgências e emergências na área de saúde e segurança podem ser atendidas.
A decisão do governo tem enfrentando resistências de alguns prefeitos, que não aderiram integramente à decisão do governo do estado, a exemplo dos prefeitos de Teixeira de Freitas, Eunápolis, Caravelas e Itamarajú. Para estes prefeitos fechamento do comércio nestas regiões seria um grande prejuízo econômico, tratando que já existem um grande número de desempregado, além destes municípios e outros no Sul da Bahia, não estão em situação de colapso na saúde publica.
O governo do estado tem se preocupado muito com ações restritivas mais se esquece de ações de investimento na área da saúde. Outra situação que divide opinião é o fato de que não existem um estudo científico de que o lockdown contribuem para a não disseminação do vírus, cidade que adotaram estas medidas no começo da pandemia tiveram maior números de mortes e de casos da doenças.