
A operação da Polícia Federal contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, deflagrada nesta quarta-feira (19/05), foi realizada sem uma consulta prévia ao procurador-geral da República Augusto Aras, como é de praxe nos procedimentos do tipo.
Em seu despacho que autorizou a operação, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) fosse informada do caso apenas após o cumprimento das diligências.
"Após o cumprimento das diligências, dê-se, imediata ciência à Procuradoria-Geral da República", escreveu Moraes, no despacho proferido no último dia 13 de maio.
Nos bastidores, fontes que acompanharam o caso apontam que a PGR não foi informada previamente por receio de que Aras vazasse informações da operação para o Palácio do Planalto.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a realizar busca e apreensão contra ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ele também determinou o afastamento imediato do presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente.
A operação de busca e apreensão em endereços do ministro Ricardo Salles e no Ministério do Meio Ambiente, tinha como objetivo apurar crimes de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando que teriam sido praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro.
Ainda segundo informações, foram cumpridos 35 mandados de busca no Distrito Federal, São Paulo e Pará, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão também suspende um despacho do Ibama, de 2020, que permitia a exportação de produtos florestais sem a necessidade de emissão de autorizações.