O Deputado Luis Miranda volta atrás e afirma que não há provas contra Bolsonaro nem sobre a suposta corrupção citada.

Giro de Noticias - 02/07/2021 - 12:10


O Deputado Federal Luis Miranda (DEM-DF), que acusou o presidente Jair Bolsonaro de prevaricação, ou seja, de omissão diante de denúncia de suposto crime de corrupção, no caso da compra de vacinas Conaxin, da Índia, publicou no dia, 30/06, em seu perfil no Instagram afirmando que não há provas contra Bolsonaro nem sobre a suposta corrupção citada. Ele começa o vídeo dizendo: "sabe qual é a maior bomba? É não ter uma bomba".

O depoente da CPI da Covid desta quinta-feira (1º), Luiz Dominguetti, apresentou um áudio à comissão em que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) tenta pedir para que um interlocutor mostre alguns produtos que supostamente seria vendas de vacina.

O áudio divulgado pelo denunciante Luiz Dominguetti na CPI da Covid, deu uma nocaute aos senadores de oposição que esperava graves denúncias que pudessem mencionar ao presidente  e de repente  Dominguetti divulga áudio e diz que Luis Miranda quis negociar vacina diretamente com empresa.

Os Senadores da oposição contestaram o áudio, e relator disse que a palavra 'vacina' não é citada. No entanto, o depoente também disse na CPI que ele não sabia qual era o contexto daquela gravação, mais o estrago foi feito e acabou de desmontar as narrativas dos senadores de oposição que querem que alguém fale algo contra Bolsonro.

Luis Miranda foi ouvido na CPI semana passada. O deputado relatou que alertou o presidente Jair Bolsonaro sobre irregularidade na compra da vacina indiana Covaxin. O depoimento de Miranda foi considerado negativo para o Palácio do Planalto, porque mostra que o presidente foi avisado de eventuais suspeitas e ainda assim o contrato se manteve.

Dominguetti se diz representante no Brasil da empresa Davati. Ele entrou na mira da CPI depois de ter dito ao jornal "Folha de S.Paulo" que, ao ofertar doses da vacina AstraZeneca para o Ministério da Saúde, recebeu pedido de propina. Ele acusa o ex-diretor de Logística Roberto Dias.

Na CPI, Dominguetti disse que a Davati recebeu contato de Luis Miranda querendo intermediar compra de vacinas. Segundo ele, o áudio mostra uma fala de Miranda com o CEO da Davati no Brasil, identificado por Dominguetti como Cristiano.

Ainda de acordo com Dominguetti, Cristiano lhe enviou o áudio um dia antes em que Miranda esteve na CPI "depondo contra o presidente". "Quando o Luis Miranda esteve depondo contra o presidente [Bolsonaro], eu recebi naquele mesmo dia o áudio dizendo: 'Olha ele [Miranda] lá, porém fazendo o inverso aqui'. O Cristiano mandou o áudio. Mandou até o print: 'Aqui não tem acordo’. Não posso fazer juízo de valores, mas na pratica era fazendo a intermediação de vacinas", disse Dominguetti.

No áudio mostrado pelo representante da Davati, a pessoa que ele diz ser Miranda não menciona a palavra "vacina". A fala dá a entender que a pessoa está fazendo a intermediação entre o interlocutor (vendedor) e um comprador (que parece ser alguém conhecido do intermediário).  O relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), questionou se o áudio tratava mesmo de vacinas, já que a palavra "vacina" não é mencionada.

Para piorar a situação da CPI  que já vem se afirmando apenas em suposições, o único trunfo que seria o Deputado Federal Luis Miranda (DEM-DF), que acusou o presidente Jair Bolsonaro de prevaricação, ou seja, de omissão diante de denúncia de suposto crime de corrupção, no caso da compra de vacinas Conaxin, da Índia, publicou na quarta-feira, 30/06, em seu perfil no Instagram afirmando que não há provas contra Bolsonaro nem sobre a suposta corrupção citada. Ele começa o vídeo dizendo: "sabe qual é a maior bomba? É não ter uma bomba".

WhatsApp Giro de Notícias (73) 98118-9627
Adicione nosso número, envie-nos a sua sugestão, fotos ou vídeos.


Compartilhe:

COMENTÁRIOS

Nome:

Texto:

Máximo de caracteres permitidos 500/