
O ex-prefeito da cidade de Eunápolis, Robério Oliveira foi sentenciado, nesta quinta-feira, (01/07), a ressarcir aos cofres públicos do município a importância de 1.600,000, 00 (Um milhão e seiscentos mil reais), além de ter seus direitos políticos suspensos por um período de oito anos.
A sentença proferida pelo eminente Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF-1), nesta quinta, (01/07) refere-se às irregularidades apuradas no âmbito de uma ação civil pública instalada em 2017
Lembrando que Robério Oliveira juntamente com sua esposa e seu cunhado, Cláudia Oliveira e Agnelo Santos, respectivamente; ela, ex-prefeita de Porto Seguro e ele, atual prefeito de Santa Cruz Cabrália, já haviam sido afastados pelo Ministério Público Federal, no âmbito da operação fraterno, em agosto de 2017.
Recentemente, em junho deste ano, Robério e Cláudia Oliveira, voltaram a serem alvos da justiça, com mandado de prisão preventiva decretada. Posteriormente, após pagamento de fiança de 200 mil reais, fora transformada em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.
Nesta mesma ação, o ex-vice-prefeito de Porto Seguro, Beto Axé-Moi, também teve sua prisão preventiva transformada em domiciliar, enquanto o prefeito de Cabrália, Agnelo Santos, foi afastado por um período de 180 dias, decisão, que também foi revogada, e já retomou o cargo.
Portanto, um passado recente nebuloso, obscuro e nutrido por um calhamaço de denúncias de irregularidades e desvios de milhões do erário, estimado pelas investigações da Polícia federal, em cerca de 240 milhões de reais.
Ao que parece, o calvário da família fraterna, apenas se inicia, e a prisão em penitenciária, por um dia, em 7 de abril deste ano, foi uma espécie de reconhecimento do local para uma futura e longa moradia.
As prisões preventivas dos três investigados foram expedidas pelo Juízo da Vara Criminal Federal de Eunápolis, a partir de representação encaminhada pelo Ministério Público Federal, tendo sido cumpridas nos municípios de Eunápolis, Porto Seguro, Vitória da Conquista e Salvador.
De acordo com apuração do Ministério Público Federal, Robério e Cláudia seriam os líderes da organização criminosa que pode ter desviado mais de 200 milhões entre 2009 e 2017 através de fraude em 33 licitações.