
Os advogados do caminhoneiro Marcos Antonio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, informaram em nota que ele se entregou nesta terça-feira (26) à Polícia Federal (PF) em Joinville (SC), onde mora. A informação foi confirmada pela PF.
Antes de ser decretada a ordem de prisão contra ele, em 1º de setembro, Zé Trovão teria fugido para o Panamá e, depois, para o México, onde pediu asilo político alegando sofrer perseguição no Brasil.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão do caminhoneiro no inquérito que investiga ameaças à democracia e incitação à violência em atos que estavam sendo organizados para o 7 de Setembro. Zé Trovão está proibido, por ordem judicial, de se localizar em um raio de um quilômetro da praça dos Três Poderes, em Brasília, desde 20 de agosto.
O apoiador do presidente Jair Bolsonaro teria um site, o Portal Brasil Livre, que está fora do ar, mas ficou conhecido com postagens na página já desativada do YouTube Zé Trovão, a Voz das Estradas.
O crime de opinião no qual Zé Trovão foi enquadrado divide opinião entre os juristas brasileiros. Além de Zé Trovão outros nomes como de Roberto Jeferson, estão na mesma lista do Ministro Alexandre de Moraes do STF.