
O presidente Jair Bolsonaro (PL) editou, na sexta-feira (31/12), uma Medida Provisória que abre um crédito extraordinário no valor de R$ 700 milhões para o enfrentamento da crise causada por enchentes na Bahia e em Minas Gerais.
Esse montante se soma aos outros R$ 200 milhões que já haviam sido destinados para a recuperação de rodovias e foram considerados insuficientes pelo governador do estado baiano, Rui Costa (PT).
Segundo a Secretaria-Geral da Presidência da República, os R$ 700 milhões via crédito extraordinário não afetam o teto de gastos nem o cumprimento da meta de resultado primário. Os recursos irão para o Ministério da Cidadania.
Do total, R$ 200 milhões serão destinados à distribuição de alimentos a grupos populacionais tradicionais e específicos e outros R$ 500 milhões irão para a estruturação da rede de serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
O governo federal não chegou a negar a ajuda humanitária da Argentina, mais pediu que neste momento não fosse necessário, alegando que o país já tem tudo o que precisa para prestar apoio às famílias desalojadas e que perderam parentes com as chuvas. Já o governador da Bahia, Rui Costa, disse que aceitará a ajuda independente do governo.
O presidente Jair Bolsonaro explicou na quinta-feira (30/12) a razão pela qual o governo brasileiro acha desnecessário o auxílio oferecido pela Argentina para as vítimas das chuvas que já causaram 26 mortes na Bahia. De acordo com Bolsonaro, o serviço oferecido pelos argentinos já está sendo realizado pelas Forças Armadas e pela Defesa Civil.
“Em contato com o Itamaraty, a Chancelaria Argentina ofereceu assistência de 10 homens ("capacetes brancos") para trabalho de almoxarife e seleção de doações, montagem de barracas e assistência psicossocial à população afetada pelas enchentes na Bahia. O fraterno oferecimento argentino, porém muito caro para o Brasil, ocorre quando as Forças Armadas, em coordenação com a Defesa Civil, já estavam prestando aquele tipo de assistência à população afetada, inclusive com o apoio de 3 helicópteros da Marinha e do Exército”, escreveu Bolsonaro.
“Por essa razão, a avaliação foi de que a ajuda argentina não seria necessária naquele momento, mas poderá ser acionada oportunamente, em caso de agravamento das condições. A resposta do Ministério das Relações Exteriores à Embaixada Argentina é clara a esse respeito”, publicou.
O apoio das vítimas tem contado com as prefeituras locais, influenciadores, empresas privadas e ONGs que se mobilizam para arrecadar recursos, cestas básicas e itens de higiene. As doações també foram feitas até mesmo via Pix, para chaves indicadas pelos perfis oficiais das prefeituras nas redes sociais.
O que ainda não tem visto são as ações do governo baiano que muito fala e muito pouco ou quase nada, tem feito. Itabela não recebeu um centavo de ajuda do governador. Itamaraju também nada ainda e Jucurcu continua com a ponte caída e os moradores alegam que o governador não ajudou em nada as família vitimas das enchentes,segundo eles, as ajudas estão vindas de voluntário e do governo federal