
Moradores do interior do município de Guaratinga, cidade no extremo sul da Bahia, reclamam de situações precárias em duas pontes que dão acesso a comunidades rurais do município, além de uma estrada com bastante lama. A situação ocorre desde o final do ano passado.
Uma ponte sobre o Rio Buranhém, que dá acesso à comunidade de Monte Alegre a São João do Sul e Guaratinga, ficou danificada por causa da forte chuva que atingiu a cidade no final do ano de 2021 e inicio de 2022. Segundo os moradores, eles ficaram ilhados e tiveram que fazer um mutirão para improvisar uma passagem.
"Começou a agravar o interior do município, muita chuva, carros atolados, pontes arrancadas e tive que dar uma volta por Eunápolis para poder resolver coisas minhas particulares", contou um morador.
A outra ponte é feita de concreto e parte dela caiu. Ela dá acesso à comunidade a São João do Sul que continua interditada quase 50 dias após as chuvas. Os produtores rurais contaram que está sem poder escoar a produção de leite e outros produtos por causa dos problemas no trajeto.
Este último final de semana choveu na região e nesta segunda-feira,7/2,os moradores não conseguiram sair da região, mesmo tendo eles improvisado um desvio de acesso, mais com a chuva a lama não deixou os veículos pequenos rodar, muitos moradores que tinha compromisso inaudível na cidade tiveram que seguir a pé. Foi o que aconteceu com o senhor Alfredo de 84 anos, que teve que enfrentar a lama a pé para ir a cidade.
Além de pontes e bueiros caídos, há bastante lama e buracos em uma estrada que liga a comunidade em Guaratinga. Os moradores contaram que muitos carros acabam ficando atolados quando passam na região.
Na última segunda-feira (7/2), moradores e pedestres também denunciaram más condições no trecho da BA-283, que liga as cidades de Guaratinga aos povoados. A estrada apresenta muitos buracos e um mar de lama em dia de chuva, provocando risco de acidente aos motoristas.
A equipe de reportagem do Giro de Noticias tentou entrar em contato com a Prefeitura de Guaratinga, mas, até a publicação desta reportagem, não recebeu retorno.