
O atual ministro da Casa Civil e presidente nacional licenciado do PP, Ciro Nogueira, vem trabalhando para que, na Bahia, o partido apoie ACM Neto (União Brasil) na candidatura ao governo do estado. A decisão de Ciro prejudica o ministro da Cidadania e aliado do presidente Bolsonaro (PL), João Roma (Republicanos), e coloca em xeque a base aliada atual já que o vice-governador João Leão é do PP.
Além de Leão, muitas lideranças do partido apoiam a manutenção da aliança com Rui Costa (PT), Jaques Wagner (PT) e companhia, mas a cartada final pode vir de Brasília.
A informação é de Igor Gadelha, do site Metrópoles e coloca ‘fogo no parquinho’ em todos os cenários traçados até agora. Inevitável dizer que é mais uma dor de cabeça para o PT, que movimenta o tabuleiro desde a fatídica reunião realizada em São Paulo na semana passada.
A notícias sobre uma possível aliança do PP com ACM Neto, botou ainda amais área na farofa do PT. A dificuldade de uma chapa majoritária da esquerda na Bahia fica cada vez mais difícil.
Acordo com informações divulgadas pela coluna Radar, da revista Veja, Jaques Wagner (PT) não está nada satisfeito com o cenário montado para as eleições gerais de outubro. Isso porque ele não gostaria nem de disputar o cargo de governador, uma vez que tem mais quatro anos de mandato como senador garantidos.
Nos bastidores, Wagner tem dito para alguns aliados que não quer encarar as urnas e prefere contar com a possibilidade de se tornar ministro caso o ex-presidente Lula (PT) vença o pleito e volte a governar o país. Fora dos bastidores, o senador mantém a postura de que é pré-candidato ao governo da Bahia, cargo que já ocupou por oito anos.
Na semana passada, uma polêmica reunião realizada em São Paulo com Lula, o governador Rui Costa (PT), o senador Otto Alencar (PSD) e o vice-governador João Leão (PP) discutiu a formação da chapa majoritária. A possibilidade de que Rui deixe o cargo para tentar uma vaga no Senado foi colocada em questão, mas essa hipótese tira Wagner do páreo e faz com que Alencar dispute a preferência dos baianos para o Palácio de Ondina. Enquanto isso, Leão também seria candidato ao Senado já que não pode mais se candidatar a vice.
Até o próximo dia 13 de março, segundo Rui Costa, o Partido dos Trabalhadores vai ter que resolver essa delicada equação e começar os trabalhos para eleger os seus. O que se comenta é que Lula é o grande articulador e o único capaz de resolver essa problemática sem que haja desgaste dos nomes apresentados.
Enquanto não se define quem de fato será o opositor, ou, os opositores de ACM Neto, o pré-candidato a governador segue nadando de braçada rumo as eleições e ganhando espaço em todo o território baiano.