Bolsonaro recusa encontro com Omar Aziz para tratar de IPI. Ele marca a data e marco o ano, diz o presidente.

Giro de Noticias - 12/03/2022 - 09:46


O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira,11/03, que não irá receber o senador e ex-presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz (PSD). “Ele [Aziz] pode divulgar o dia [da audiência], que eu divulgo o ano”, disse o mandatário.

“Há um ano Aziz estava batendo no governo e agora fala em ‘diálogo harmonioso’? Se ele estivesse preocupado com o estado dele, ele poderia ter se antecipado de outra forma. O povo já paga muito imposto. Ele deveria ser a favor da redução de imposto”, ressaltou Bolsonaro à CNN.

No dia 2 de março, o senador Aziz havia encaminhado uma solicitação de audiência em nome da bancada parlamentar do Amazonas, do governador do Estado e do prefeito de Manaus.

“Solicito reunião para dialogarmos a respeito da redução da alíquota de IPI promovida pelo decreto n° 10.979 de 25 de fevereiro de 2022. É fundamental que encontremos, em diálogo harmonioso e polido, uma solução tempestiva que não afete, sobretudo, os empregos da Zona Franca de Manaus. Aproveito o ensejo para estender os votos de estima e elevada consideração”, finaliza o pedido.

Em fevereiro, o governo federal editou um decreto que reduz o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em até 25% para automóveis e eletrodomésticos da chamada “linha branca”, como máquinas de lavar, secadoras, geladeiras e freezers.

O senador Omar Aziz (PSD), que presidiu a CPI que acabou dando em nada, teve sua esposa, a deputada Nejmi Aziz (PSD), e os irmãos presos, em 2019, por acusação de desvio de verbas públicas da saúde na maior operação da história da Polícia Federal (PF) no estado amazonense.

Entre 2010 e 2016, dos quase R$ 900 milhões repassados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) ao Fundo Estadual de Saúde (FES), mais de R$ 260 milhões – quase um terço dos recursos – teriam sido destinados ao Instituto Novos Caminhos (INC).

As investigações desta fase foram iniciadas a partir de inquérito instaurado em 2016, no Supremo Tribunal Federal (STF) e acompanhadas pela Procuradoria-Geral da República, por se tratar de parlamentar com foro especial, razão pela qual ele não foi preso.

Ainda na Operação Vértex (processo número do processo é 0006964-80.2019.4.01.3200), a Polícia Federal prendeu, temporariamente, a esposa do senador, a deputada Nejmi Aziz, e os três irmãos dele: Murad, Amin e Manssur Aziz, também em 2019, por determinação do juiz Marllon Souza, da 2ª Vara Criminal da Justiça Federal do Amazonas.

A Justiça bloqueou bens no valor de R$ 92,5 milhões dos investigados e indicou “fortes indícios de vantagens indevidas à família”, como: “mesada de R$ 500 mil para Aziz; pagamento de contas e repasses de dinheiro a mulher e aos três irmãos, além e viagens e relógio de luxo”, diz o relatório.

Este é o político que quis tirar o presidente Jair Bolsonaro do poder com acusações levianas e maldosas sem apresentar nenhuma prova contra o mandatário. Agora sabendo que não vai se eleger e pode ser preso por falta do foro privilegiado, começou querer em contar no presidente afim de se beneficiar com ações do governo federal eu não quer nem ver este larapio do dinheiro público.

WhatsApp Giro de Notícias (73) 98118-9627
Adicione nosso número, envie-nos a sua sugestão, fotos ou vídeos.


Compartilhe:

COMENTÁRIOS

Nome:

Texto:

Máximo de caracteres permitidos 500/