
O presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve em Manaus, capital do Amazonas, neste sábado (28/05). Além de se reunir com autoridades e religiosos, ele visitou o Comando Militar da Amazônia (CMA) e agora participa do evento 'Marcha para Jesus.
Neste sábado, ele desembarcou no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na Zona Oeste de Manaus, por volta das 9h40. Bolsonaro estava acompanhado da primeira-dama Michelle Bolsonaro.
No Aeroporto Internacional de Manaus, Bolsonaro foi recepcionado pelos ex-ministros Eduardo Pazuello e Braga Neto e pelo governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil). Ele também estava acompanhado de políticos aliados, como Coronel Menezes e o deputado federal Alberto Neto. O governador do Amazonas, Wilson Lima se aproximou do presidente mais não consegui o que queria, uma reunião com Bolsonaro e que mais uma vez ignorou o governador e não se reuniu.
Havia uma expectativa de políticos locais e do governador de que o roteiro do presidente incluísse algo relacionado à Zona Franca de Manaus (ZFM), modelo econômico que tem sido alvo de ataques de Bolsonaro nos últimos meses, mas não ocorreu nada neste sentido.
O presidente chegou ao Teatro Amazonas às 13h53. Não falou com apoiadores e seguiu para o salão de espetáculos, onde participou de um encontro com líderes religiosos do Estado, entre eles, 334 pastores.
Bolsonaro foi recepcionado por uma multidão de pessoas. Em cima de um carro de som ele fez um pronunciamento emocionante aos presentes que em sua maioria aeram de evangélicos.
“Temos um só Deus, um só senhor. Quem serve a dois senhores não é digno de nos representar. Somos contra a ideologia de gênero, respeitamos nossas crianças em sala de aula. Nós somos contra a liberação das drogas e contra os jogos de azar no Brasil. Sabemos o que queremos, temos um senhor, um senhor de todos nós e somente com ele atingiremos nosso objetivo”, disse. “Sabemos o que o outro lado quer fazer e o que ele fez no passado. Nós não queremos retornar a essa época sombria onde imperava corrupção, desmando e ataque à família brasileira”, complementou.
Ao agradecer a presença dos milhares de apoiadores, Bolsonaro criticou o fechamento de templos religiosos durante a pandemia, e voltou a falar sobre o “comunismo” e a liberdade de expressão.
“Não aceitamos a nossa bandeira ser vermelha, não aceitamos o comunismo ou o socialismo. Nós daremos a nossa vida pela nossa liberdade. Repudiamos todos aqueles que, por ocasião da pandemia, fecharam igrejas e templos. O respeito à religião, à liberdade de expressão, a nossa liberdade não tem preço”, discursou.
Bolsonaro também falou aos amazonenses sobre a Zona Franca de Manaus, após decretos presidenciais terem gerado polêmica em torno do polo industrial. O chefe do Planalto ressaltou ainda que a ZFM foi criada em 1967 - durante a ditadura - entre os governos dos generais Castello Branco e Costa e Silva.
“A Zona Franca nasceu com o general Castelo Branco para Costa e Silva, essa área será preservada. A Zona Franca de Manaus jamais será atingida por esse governo. Esse governo reduz impostos em todo o Brasil, e a redução de impostos é benéfica para todo o país. Ninguém perderá nada aqui reduzindo impostos como, o IPI. Eu nunca vi um país crescer aumentando ou criando novos impostos. A Zona Franca, a região do Amazonas tem um potencial enorme", disse.
Nas ruas pessoas de todas as idades sairam de casa com bandeira para saudar o presidente
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