
Em Porto Seguro, na região sul da Bahia, o clima de tensão entre produtores rurais e indígenas voltou a preocupar sete anos após uma ocupação de terras por indígenas ao entorno do Parque Nacional de Monte Pascoal.
No sábado, 25/06/2022, um grupo de indígenas tentaram ocupar esta mesma área que aonde tem várias propriedades rurais, grande e pequenas áreas ao entorno do Parque Nacional no interiores Portos Seguro. Um grupo de fazendeiros da região de Itamaraju, Itabela e de Porto Seguro, se reuniram no domingo,26/06, para evitar a ocupação nas propriedades rurais.
Na tarde deste sábado,01/07/2022, por volta das 17h, um grupo de homens que segundo os fazendeiros são indígenas, se aproximaram da sede de uma propriedade, denominada fazenda Brasília e efetuaram disparos de bombas e de arma de fogo em direção a sede da fazenda.
Os funcionários da fazenda filmaram os homens dentro da propriedade, em uma área da fazenda a cerca de 800 metros da sede da fazenda. Deu para ver os agressores correndo e ouvir os disparos de tiros que não atingiram a sede da fazenda devido à distância. A redação do giro de notícias teve acesso ao vídeo.
Um funcionários da fazenda Brasília, ouvido pela reportagem do giro de notícias, contou que no dia 25/06, vários objetos foram subtraídos da sede da propriedade , durante a poucas horas que um grupo de Índios da Etnia Pataxós, iniciaram uma ocupação a fazenda.
Essa mesma região, foi protagonista de embates e de crimes, como roubo de gado e de homicídio, no ano de 2014. Na época um agricultor, Raimundo Domingues Santos, de 52 anos, foi sequestrado e morto e teve seus carro e o corpo ocultados. Os autores de sequestrar a matar o agricultor, Raimundo Domingues Santo, foram dois índios pataxós que foram presos e foram a júri popular em 17 de fevereiro e 2016, no fórum de Eunápolis.
Ainda segundo informações, em 2014 pelo menos 16 propriedades foram ocupadas por povos indígenas. Os fazendeiros recorreram à justiça federal e conseguiram a reintegração de posse de suas propriedades. Os mandados foram cumpridos na época, por policiais federais e militares da Caema.
As famílias e donas das propriedades estão apreensivas e querem segurança do estado para que possam cuidar de suas fazendas. Os pequenos e grandes produtores acusam lideranças indígenas e não indígenas, nessas ocupações com intuito de se apropriar dos bens destas propriedades como rebanho de gado.
Segundo um comandante da policia militar, Coronel Franca, que na época em 2014 comandava a CAEMA (unidade especializada da PM), falou em uma reportagem recente que na ocupação de 2014, mais de 700 cabeças de gado foram roubadas, ele disse ainda, que ONGs com sede Eunápolis, receberam dinheiro de países europeus para investir contra o agronegócio no extremo sul do Estado, com a falsa premissa socioambiental.
Ainda segundo o coronel que participou na reintegração de posse das terras na época, “Foram patrocinadas atividades nas comunidades indígenas, que acabaram promovendo a discórdia e o conflito com produtores rurais, que têm legítimas propriedades na região”, explicou Coronel França, destacando que essa prática foi o que acendeu a disputa nessa região, cuja delimitação de espaço, segundo ele, já havia sido definida desde 1992. “Os limites das terras pertencentes às comunidades indígenas foram decididos por ações legítimas e fundamentadas do Governo Federal, através da FUNAI e do IBAMA”, completou.
“Todos recordam do sequestro e da morte de um produtor rural por indígenas em abril de 2014”, afirmou. “Apoiada no discurso falso da proteção socioambiental, uma ONG, sediada em Eunápolis, recebeu dinheiro internacional para dificultar o agronegócio no extremo sul baiano, encontrando nas comunidades indígenas o ambiente fértil para difusão de seus objetivos escusos, levando à condição de insegurança e instabilidade jurídica que impera atualmente e, o resultado, é o que se ver hoje”, lamentou.
Coronel França ainda lembrou de outros absurdos que ali aconteceram, como propriedade rural arrendada e cobrança de aluguel pelos invasores de pessoas que criavam gado nas propriedade invadidas.