Médico é presos na madrugada desta segunda-feira (11/07) por estupro de uma paciente que estava sedada e passava por uma cesariana. O Anestesista já é réu por erro médico.

Giro de Noticias - 13/07/2022 - 08:12


Um médico anestesista foi preso em flagrante na madrugada desta segunda-feira (11/07) por estupro de uma paciente que estava sedada e passava por uma cesariana no Hospital da Mulher, em São João Meriti, no Rio de Janeiro.

O médico anestesista foi preso, após funcionários da unidade de saúde filmaram o anestesista colocando o pênis na boca da paciente. Os trabalhadores desconfiavam dos abusos e por isso fizeram a filmagem, que foi entregue à polícia. De acordo com a equipe, o médico costumava dar mais sedativos do que o recomendado para um parto, deixando as mulheres desacordadas.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Bárbara Lomba, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher de São João de Meriti, as imagens mostram o médico em ato de sexo oral com a mulher desacordada por cerca de 10 minutos, enquanto a equipe faz a cirurgia, separada apenas pelo lençol azul, chamado de campo cirúrgico, colocado para isolar o local da cirurgia da parte superior do corpo da parturiente, impedindo contaminações.

Foi estarrecedor ver as ações do investigado no vídeo. Nós aqui que temos uma certa experiência com atrocidades, com condutas muito graves, violentas, estamos há 21 anos trabalhando com crimes, nós ficamos estarrecidos, é inacreditável o que vimos, é gravíssimo. Ainda mais grave porque é um profissional que deveria estar cuidando do paciente, o paciente está nas mãos daquele profissional, totalmente vulnerável, num momento realmente importante da vida, tendo um filho, dentro do Hospital da Mulher, que é um centro de atendimento específico para mulheres — disse a delegada.

Bárbara Lomba explicou que, em uma cirurgia anterior, uma integrante da equipe de enfermagem precisou verificar um bisturi e testemunhou a cena.

Neste domingo foram três cirurgias. Na segunda cirurgia houve um problema com o bisturi e ela (a integrante da equipe) teve que verificar que problema era aquele e, então, se deparou com o médico com o pênis exposto. Mas manteve a calma, como se não tivesse visto, e eles, para não ficar numa situação de uma pessoa só relatando, decidiram, em conjunto, tentar registrar imagens, tentar documentar as ações do investigado na outra cirurgia — revelou a delegada.

Após o flagrante, a equipe comunicou a diretoria do hospital, que acionou a Polícia Civil. O médico foi preso em flagrante e vai ser encaminhado para a audiência de custódia. Segundo a delegada, ele preferiu não se manifestar. O anestesista foi indiciado e preso em flagrante por estupro de vulnerável, por conta da impossibilidade de defesa da vítima, crime que tem pena de oito a 15 anos de reclusão.

O investigado não quis prestar declarações na sede policial, foi assistido por advogado e, orientado, preferiu não prestar declarações na delegacia, prestará em juízo. O tempo todo parecendo conformado, não demonstrou muita surpresa, não demonstrou arrependimento, não negou e não confessou, simplesmente acatando todos os procedimentos aqui da delegacia sem nada falar — revelou a policial.

Em nota, a Fundação Saúde do Estado do Rio de Janeiro e a Secretaria de Estado de Saúde (SES) repudiaram "veementemente" a conduta do médico anestesista e se colocaram à disposição da polícia para colaborar com a investigação.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, Clovis Munhoz, informou, em nota, que já abriu investigação sobre o caso e poderá cassar a licença do médico.

"O Cremerj informa que recebeu as denúncias e abriu um procedimento cautelar para suspensão imediata do médico dada a gravidade das imagens. O Cremerj instaurará, após o procedimento cautelar, um processo disciplinar de cassação."

O estuprador preso nesta segunda-feira (11/07) após ser flagrado estuprando uma paciente durante o próprio parto dela, o médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra já é réu em um processo movido por uma paciente que o acusa de errar um diagnóstico.

Ela acusa Bezerra, outros dois médicos, um hospital particular em Duque de Caxias, cidade da Baixada Fluminense, e um plano de saúde de errarem um diagnóstico de H1N1, conhecida como gripe suína, em 2018.

No dia 6 de julho de 2018, ao receber uma paciente que pelo segundo dia relatava estar com falta de ar, vertigem, delírios, tosse com sangue e dores de cabeça, o médico afirmou que a mulher estava sofrendo com crise de ansiedade e sugeriu que ela procurasse um psicólogo.

A paciente alega ter relatado ao médico que já estava fazendo uso de medicação e tinha sintomas graves, porém, ressalta que o médico não a encaminhou para nenhum exame, nem mesmo um raio-x.

Sem receber atendimento adequado também de um terceiro médico, a paciente foi internada naquele mês com grave pneumonia que, depois, constatou-se ser gripe suína. Foram 13 dias em coma. No período, uma trombose e complicações que a levaram a perder parte do movimento das pernas – hoje, a mulher precisa de um andador para se locomover. Ela também relata ter pedido seus dois empregos e precisou abandonar a faculdade que cursava quando ficou doente.

Giovanni Quintella Bezerra foi intimado, mas não apresentou defesa no processo. O caso tramita na Justiça do Rio desde 2019 e a paciente é representada pelo escritório Garcia & Poell Advocacia e Consultoria Jurídica.

Ela alega ter sofrido dano moral, psicológico e estético pela negligência dos médicos, cobra indenização e pensão vitalícia, pois justifica estar impossibilitada de trabalhar. A CNN aguarda contato da defesa de Giovanni Quintella Bezerra.

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COMENTÁRIOS

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Ainda Bem que esse ja esta preso, diferente do que aconteceu aqui em Itabela, que uma pessoa foi tentada ao estrupo por um politico, e ate agora nada, as autoridades todos se calaram. Nada de Investigação, nada de processo ou melhor colocaram no esquecimento. Kd o Dr Delegado de Itabela, que ate agora não deu uma resposta a Sociedade.Lamentavel. Talves se fosse uma Pessoa de Classe alta isso ja teria cido resolvido.
Renato Silva

Isso ja esta virando moda, quando não se fala em estupro fala se de Feminicídio, as leis teria que se mudada, Infelizmente os nossos representantes so se representa para eles mesmo, e que o resto que se lasque. Aqui em Itabela, Teve um Caso Parecido com esse, não houve o estrupo, mas houve a tentativa do estrupo,mas todos se calaram, não sei se esta em segredo de justiça ou se esta engavetado. Espera para Ver.
Paulo Arruda