
Na manhã desta quinta-feira (21/07), 150 famílias reocuparam a fazenda Mata Verde, localizada no Córrego do Ouro, interior do município de Guaratinga. Asta é a mesma propriedade que teria sido invadida pelo mesmo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em abril de 2022, em maio ouve uma ordem judicial de despejo de todas as famílias de dentro da propriedade.
Logo após a ordem de despejo as famílias voltaram a culpar a mesma propriedade. Eles permaneceram a alguns dias na beira da estrada e voltaram para dentro das terras. Segundo informações, esta é a terceira vez que a propriedade rural Mata Verde é ocupada pelo MST.
Durante esses sete dias, as famílias viveram em barracos de lona improvisados, sob chuva, na beira da estrada do Córrego do Ouro, a cerca de cinco quilômetros da fazenda. Elas resolveram, então, retomar o terreno, batizado de Acampamento Cláudia Sena.
Desde que ocuparam a área em 2 de abril deste ano, no âmbito das jornadas nacionais do MST, o “abril vermelho”, os sem-terra de Guaratinga já foram removidos da área duas vezes. E três vezes retornaram. Segundo Eliane Oliveira, da direção estadual do MST na Bahia, a fazenda de 2.160 hectares não cumpria a sua função social.
Ela diz que as famílias “não tinham e não tem para onde ir, vivendo um momento de insegurança alimentar, sem condições de pagar um aluguel, saem condições dignas de permanecerem onde estão”, diz Oliveira.
“Entendemos que poderá haver um novo despejo mas as famílias permanecem firmes, dizendo que a terra precisa ter uma ação social e essa fazenda não cumpre função social. Por isso as famílias voltaram, para produzir seu alimento e ter um lugar onde viver”, finaliza a dirigente.
A redação do giro de notícias não conseguiu manter contato com os donos da propriedade ocupada pelo MST. Mais segundo informações de terceiros, que conhecem a propriedade e seu donos, contam que a propriedade tem escritura pública a muitos anos e é uma área inteiramente produtiva.
O que se observava, que em ano de eleições, as ocupações no sul e no extremo sul da Bahia, tem aumenta a cada dia. Donos de terras nestas regiões, tem feito denúncias alegando que tem gente lucrando com as ocupações, politicamente e até com dinheiro, eles não descartam que existem uma organização por traz dessas famílias dando total apoio as invasões.
Fonte/Furo31