
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Bruno Campos Covre, médico plantonista do Hospital Frei Ricardo do município de Itabela/BA, vem esclarecer a população itabelense alguns pontos que foram Equivocadamente trazidos pela paciente, a senhora Cleidiane Dantas Ramos, expostos neste mesmo meio de comunicação ao qual público esta nota, sendo por este garantido o direito de resposta.
No dia 17/07/2022, às 03:12 hrs, a Senhora Cleidiane deu entrada no Hospital Municipal Frei Ricardo queixando-se de contrações e também apresentava crise hipertensiva. Neste momento, foi prestado todo atendimento necessário a fim de abaixar sua pressão arterial e naquele momento averiguar o estado da sua gravidez.
Iniciando o atendimento, foi realizada a tentativa de ausculta dos batimentosCardíacos do feto, porém o mesmo estava inaudível. Foi realizado o protocolo do Toque vaginal e a paciente apresentava um colo uterino fino e com 3cm de Dilatação, o que indicava que a paciente estava em trabalho de parto.
Continuamos assim tentando auscultar os batimentos cardíacos do feto por Diversas vezes e por diversos profissionais (médico, enfermeiros e técnicos de Enfermagem), mas o feto não apresentava batimentos.
De forma humanizada foi comunicado a paciente da situação, sendo que, como não auscultamos os batimentos cardíacos o provável diagnóstico era de óbito fetal. Insta destacar, que mesmo o feto estando em óbito é normal que a mãe sinta contrações, pois o corpo passa a expulsá-lo devido a iminência de infecção.
Quando a paciente entrou em dilatação total e finalmente a cabeça da criança saiu do canal vaginal, realizamos manobras com fórceps para retirada imediata do corpo da criança, posto que a paciente não conseguia realizar qualquer força.
Antes mesmo de cortar o cordão umbilical notamos que, de fato, a criança já estava em parada cardiorrespiratória. Rapidamente foi cortado o cordão umbilical, intubada o paciente para realizar a ventilação pulmonar e iniciamos a massagem cardíaca na esperança de salvá-la. Porém, após percebermos que a criança realmente havia nascida morta, realizamos exame físico completo e constatamos que o natimorto já estava em processo de decomposição, confirmando a suspeita de que o feto já estava em óbito no útero da mãe.
Por fim, importante destacar que em momento algum houve qualquer negligência por parte da equipe médica, muito menos do médico que estava de plantão, posto que a todo momento o mesmo estava acompanhando a paciente e prestando todos os cuidados para que tanto ela quanto o filho pudessem sair daquele hospital bem e com vida, mas infelizmente a criança já estava em óbito quando a mãe, ora paciente, chegou ao hospital.
Demais a mais, o dr. Bruno Campos Covre, apesar de ter empreendido todos os esforços necessários, lamenta o óbito da criança e se compadece do sofrimento da mãe, se colocando à disposição em prestar quaisquer esclarecimentos a respeito do ocorrido, e ainda aduz que todos os procedimentos jurídicos estão sendo adotados para comprovar os fatos alegados acima e provar que como médico não incorreu em qualquer infração, seja ela disciplinar ou penal, buscando inclusive responsabilizar criminalmente e civilmente aqueles que de maneira demasiada tentaram denegrir a sua honra e a sua imagem.