Ponte de acesso ao povoado de São Geraldo ao entorno do Parque Nacional de Monte Pascoal é incendiada e Fazendeiros acusam Índios de atear fogo, para impedir trânsito da polícia e de produtores rurais as suas propriedades.

Giro de Noticias - 17/08/2022 - 19:05


Produtores rurais e outros moradores da região do povoado de São Geraldo, no interior de Porto Seguro, ao Entorno do Parque Nacional de Monte Pascoal, acusam um grupo de índios, de ter ateado fogo em uma ponte de acesso a BR-101, no km 773, há uma região de fazendas e ao povoado de São Geraldo.

Segundo os fazendeiros e outros moradores, um grupo de cerca de 12 indígenas da aldeia Cassiano, já havia anunciado que iria atear fogo na referida ponte para dificultar a chegada da dos donos das terras e da polícia ao local que vem tendo um conflito agrário. Esta informação já havia sido publicada em grupo do WhatsApp a cerca de uma semana, como também vem sendo divulgada que este mesmo grupo, pretende invadir o povoado de São Geraldo em busca de armas de fogo e dinheiro.

Dois carros com vários homens armados, foram vistos de madrugada por moradores ateando fogo na ponte. O fogo foi contido por moradores e seguranças das propriedades, evitando assim, que a ponte fosse consumida pelo fogo. Os vândalos usaram pneus e Óleo diesel para acender o fogo.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, os produtores denunciam o incêndio na ponte que fica muito próxima do povoado de São Geraldo. Eles acusam os índios da Aldeia Cassiano de terem ateado fogo na ponte, por causa de um conflito agrário aonde o grupo de indígenas querem tomar posse de uma área de fazendas e pequenas propriedades alegando que esta área pertence a Aldeia.

Em contato com a redação do giro de notícias, produtores afirmaram que o pequeno grupo de indígenas, da Aldeia Cassiano, teriam incendiado a ponte, em retaliação devido um pedido de reintegração da área ocorrido em 2015, dando aos fazendeiros o direito a posse das terras, e desde então, eles não aceitam a decisão judicial e querem fazer a retomada da área com mais de 30 grandes e pequenas propriedades rurais e todas são produtivas.

O conflito agrário na região sul do estado a Bahia, vem ganhando grande repercussão, por causa dos ataques constantes, com invasão de propriedade, depredação de patrimônio privado, assalto, ônibus e uma maquina retroescavadeira queimados e agora uma ponte incendiada. Desde que recomeçou este conflito agrário a cerca de 60 dias na região, vários registros de boletins e ocorrências foram confeccionados nas delegacias de Polícia Civil, federal e até junto ao Ministro da Justiça, Anderson Torres.

Segundo a assessoria jurídica dos donos da terras, a área reivindicada pelos Indígenas está declarada a mais de 40 anos como área de propriedade rural, documentada e homologada junto aos órgãos competentes. Esclarecendo ainda, que toda a área reivindicada pelos índios, já foi alvo de invasores e os ocupantes foram retirados por força de mandado de reintegração de posse expedido pela Justiça Federal em favor dos agricultores e donos das terras, reconhecendo os agricultores como os legítimos donos das propriedades.

Ainda segundo a assessoria dos donos das terras, índios tem divulgado vídeos com informações falsas sobre os fazendeiros. São imagens de indígenas nas matas sendo atacados a tiros como se pistoleiros a mando de fazendeiros, estivessem atirando nos povos indígenas. A assessoria jurídica em contato com a redação do giro de notícias, na manhã desta quarta-feira, (17/08), repudia o uso indevido das imagens acusando seus clientes de estar praticando atos violentos contra os povos indígenas.

Segue ainda dizendo, que os donos da terras querem trabalhar, produzir e gerar emprego e renda. Quaisquer noticia de violência praticada pelos donos das propriedades contra os povos indígenas não é verdade, o que queremos é paz no campo, confiamos na justiça, o que temos feito, buscar a interferência da justiça para assegurar os direitos e a integridade física dos povos indígenas e dos donos das terras e de seus funcionários, finaliza a advogada dos agricultores.

Entenda o caso.

Esta mesma região tem sido palco de muita violência, como a morte do agricultor, Raimundo Domingues Santos, de 52 anos, morto por dois indígenas da etnia pataxó, no ano de 2014. Em 2016 os acusados, Lourisvaldo da Conceição Braz, e Valtenor Silva do Nascimento, foram presos.

Lourisvaldo da Conceição Braz, foi condenado a 18 anos de prisão e continua preso no conjunto penal de Eunápolis e Valtenor Silva do Nascimento, condenado a 16 anos de prisão pela morte de Raimundo, mais responde o crime em liberdade. Ele havia sido beneficiado por um habeas corpus pelo Tribunal Regional Federal, em Braila e vai continuar solto até que se julga o recurso impetrado pela Funai em sua defesa.

Dois indígenas da etnia pataxó, presos por acusação no assassinato do produtor rural Raimundo Domingues Santos, de 52 anos, foram a júri popular na manhã de quarta feira dia 17 de fevereiro de 2016. O julgamento que durou um pouco mais de 11h, foi realizado pela Justiça Federal no Auditório da Câmara Municipal de Vereador, em Eunápolis.

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público Federal, o fazendeiro desapareceu no dia 9 de agosto de 2014 e até hoje o corpo dele não foi localizado. O crime teria sido motivado por vingança e ocorrido na Fazenda Brasília, zona rural de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.

Lourisvaldo da Conceição Braz e Valtenor Silva respondem pelos crimes de sequestro, cárcere privado, homicídio qualificado, ocultação de cadáver e destruição de patrimônio alheio. Segundo o Promotor, o veículo de Raimundo foi encontrado – dias após ele ter desaparecido – cortado ao meio, dentro de uma área alagada, próxima ao local onde os índios ocuparam.

A redação do Giro de Notícias deixa espaço aberto para que o Cacique da Aldeia Cassiano, queira se pronunciar sobre o caso.

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COMENTÁRIOS

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Esse vagabundo disse se índios tem que cai na bala fazendeiro ñ da mole pra esse vagabundo ñ mete bala nele mesmo ele ja matou um fazendeiro um veiz agora coisa mundou blz ñ vei ñ índio safado
Cidade de lei

O movimento indígena na Região até o Ano 2000 era uma coisa Bonita e Pacífica com o MST virando Indígena começou acontecer isto. Estes problemas todo mundo vê que não é Índio é o MST. Pra que Índio quer Fazenda.
Sote Pataxó Corumbau

Nessa reportagem da ponte queimanda aí aparece uma pessoa possível pistoleiro, com arma na cintura e coleta prova de balas. É importante q a mídia venha ate o local apurar os fatos.
Aricuri Pataxó

Boa tarde, assim como a midia local nunca vem a locum apurar os fatos e vive distorcendo a principal verdade. Sabemos que essa Terra sempre pertenceu aos Indígenas, pois é o povo orimario desse país, é importante verificar de fato quem é os responsáveis por esses vândalos, tenho a certeza que nenhum desses ataques a ônibus queimado assim como a máquina incendiada, agora essa ponte. Pistoleiro a todo momento ameaçando Indígena, isso a mídia não mostra. Nós repudiamos essas falsas reportagem.
Aricuri Pataxó