
Grande assunto desta segunda (22/08), a entrevista do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) no Jornal Nacional elevou bastante os números de audiência da Globo. A conversa alcançou o maior pico de audiência da televisão brasileira em 2022, superando a final do Mundial de Clubes de 2022 entre Chelsea x Palmeiras na Band em fevereiro.
Não foi somente o telejornal que se beneficiou, mas toda a programação que veio anteriormente. A sabatina com Bolsonaro foi bem tanto na capital paulista, principal mercado do país, como no Rio de Janeiro.
Segundo dados prévios de audiência, a entrevista de William Bonner e Renata Vasconcellos com Jair Bolsonaro marcou 32,4 pontos de média com picos de 37.
A Record e o SBT ficaram 6; e a Band obteve com 3. A conversa de 40 minutos, que ficou no ar das 20h31 às 21h11, cresceu os números em 21,4% em relação à segunda passada (27 pontos).
No Rio de Janeiro, um resultado ainda melhor: o JN marcou 35 pontos e chegou a picos de 40 durante a entrevista. A Record e SBT ficaram com 5 e a Band 1. A entrevista também teve grande repercussão nas redes sociais e foi disparado o assunto mais comentado, a grande maioria com críticas para falas do presidente.
Bolsonaro logo no começo da entrevista chamou William Bonner de mentiroso e o acusou de Fake News. O clima esquentou mais a entrevista seguiu sem que os jornalistas aproveitasse a grande audiência para tratar assuntos importantes para o Brasil e para os brasileiros. A entrevista não saiu de acusações e defesa, sem prosperar para pontos mais relevantes no momento. A entrevista mais parecia uma “lavagem e roupas sujas”.
Para cientistas políticos, Bolsonaro não perdeu votos mais também não ganhou, devido a forma de trincheira usada pelos jornalistas tirando espaço do Presidente de cair para o campo aonde o país avançou, como, rodovia, hidrovia, auxílios, segurança, obras paradas no país e que foram retomadas por Bolsonaro, como a transposição do Rio São Francisco, casas do “Minha Casa Minha Vida” pagamentos de dividas deixada nos mandato de Dilma e Temer e tantos outros temas que não foram abordados.