
O ataque a propriedade Agropecuária Nedila, localizada no interior do Prado, por um grupo de índios deixou um rastro de destruição, medo e a certeza da insegurança contra a vida das famílias que residem aos arredores desta região.
O que mais chamou a atenção foi pelo fato de o ataque criminoso com tiros por armas de uso exclusivo da polícia, como pistola, espingarda de grosso calibre e até fuzil, teria acontecido horas após equipes das polícias Militar, Civil, da Justiça Federal, da Defensoria Pública da União e da Funai deixarem a Aldeia Nova que fica muito próximo do local.
Outra situação questionada pelos donos de terras na região se dá pelo fato, de mesmo sabendo da força tarefa na região o grupo não só invadiu uma propriedade produtiva e documentada, como praticou um ação de terror contra trabalhadores e destruíram uma a sede da fazenda a tiros. Até dois cães de estimação foram mortos segundo a dona da propriedade.
Para os fazendeiros da região, as ações criminosas estão sendo praticadas por um grupo de indignas e não indignas. Os fazendeiros falam na existência de um grupo armado de bandidos infiltrados no meio dos índios.
A Força Tarefa da Secretaria da Segurança Pública investiga o ataque contra a fazenda Nedila, na cidade de Prado, na quinta-feira (22/09). Logo após o ataque pelo grupo fortemente armado, composto por índios e apontado como autor, a polícia federal foi ao local e encontrou munições para fuzil, espingarda e pistola no estabelecimento rural. Os policiais encontraram também adereços indígenas.
De acordo com o advogado de terras, Dr. Marcelo Almeida, que acompanhou a perícia da polícia técnica no sede da fazenda nesta quinta-feira 23/09, o que se ver no local é um verdadeiro senários de guerra. Sinais de tiros nas predes, nos moveis e nas vidraças, uma destruição geral. Ele conta ainda, que bens da fazenda foram destruídos.
O ataque foi registrado na Delegacia Territorial (DT) de Prado, que solicitou perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT). A coleta de materiais foi realizada nesta quinta-feira (23/09) e acompanhada pelo advogado que represeta as vítimas e donos da agropecuária.
Um dia após o ataque índios ocuparam a sede da fazenda e estão no local. Durante a perícia feita pela polícia técnica na presença da polícia da força de segurança que estão na região, foram vistos mulheres e crianças dedignas no local.
Sem que os funcionários possam cuidar dos bens da propriedade, foi possível ver 4 dos 6 cães, em um canto da casa, não se sabe se estão ou não, recebendo alimentos e água. Dois desses animais sumiram e segundo a dona da fazenda eles foram mortos. Ainda segundo informações, funcionários da fazenda se feriram durante a estadia no meio do mato.
O advogado contou ainda, que todas as ações de caráter criminosas ocorridas na região vem sendo denunciadas a Justiça Federal em Teixeira de Fretas. Esta última ação contra a Agropecuária Nedila, também será comunicada a juíza federal Dra. Celia Regina Ody Bernardes, nesta segunda-feira (25/09).