
A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã desta terça-feira (11/10), a Operação Edema, que tem entre os alvos o governador de Alagoas e candidato à reeleição, Paulo Dantas (MDB). Segundo fontes da PF, o governador teve seu afastamento do cargo determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por conta de um suposto esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa.
A investigação, ainda em sigilo, aponta a ocorrência dos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Os policiais cumprem mandados na Assembleia Legislativa de Alagoas e no palácio República dos Palmares, sede do governo, em Maceió. O STJ informou que a decisão seguirá em sigilo, mas confirmou o afastamento do governador do estado.
“Portanto, fica a Autoridade Policial Federal e o Ministério Público Federal autorizados a divulgarem nota explicativa acerca do atual estágio da investigação em curso, sem exposição de nomes ou qualquer outro elemento de informação que possa comprometer a defesa da intimidade ou interesse social em questão, em especial, o êxito das investigações em curso, mas esclarecendo que entre as medidas cautelares autorizadas está a determinação de afastamento do cargo do atual Governador do Estado de Alagoas”, diz a decisão assinada pela relatora, ministra Laurita Vaz.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão em imóveis vinculados aos investigados. As medidas cautelares incluem ordem de sequestro de bens e valores que chegam a R$ 54 milhões.
Conforme a decisão judicial, a partir de hoje, os investigados estão impedidos de manter contato entre si e de frequentar os órgãos públicos envolvidos na investigação. As medidas cautelares incluem ordem de sequestro de bens e valores que chegam a R$ 54 milhões. Dezenas de imóveis foram objetos de constrição.
De acordo com a assessoria do governador e da Polícia Federal de São Paulo, Paulo Dantas está em um hotel na capital paulista. O vice-governador será comunicado a respeito da ordem judicial de afastamento do governador do cargo.
Em disputa por sua reeleição, Dantas foi para o segundo turno contra o candidato Rodrigo Cunha (União Brasil). O governador terminou o primeiro turno, disputado em 2 de outubro, com 46,64% dos votos, contra 26,79% de Cunha. Apesar do afastamento determinado pelo STJ, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) a disputa em segundo turno ocorre normalmente – a Justiça Eleitoral julgou o registro da candidatura como regular,
O candidato à reeleição do governo de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), alvo da PF por corrupção é um grande aliado de Renan Calheiros e Lula. Ele chegou a dizer no empenho em garantir a eleição de Lula neste segundo turno. Segundo ele, o foco é que o governo estadual e a presidência possam ser unidos. "Vou levar o nome de Lula aos 102 municípios, assim como fiz no primeiro turno. Nós defendemos as minorias, os negros, as mulheres, o servidor público, a garantia dos direitos trabalhistas. É dar prioridade a quem mais precisa, aos mais humildes", disse, em coletiva de imprensa.
Dantas recebe o apoio dos Calheiros nesta disputa pelo governo. Renan Filho (MDB) foi eleito para o senado. Ele deixou o cargo em abril deste ano e, após uma eleição indireta, Dantas foi eleito.
A disputa neste segundo turno será com Rodrigo Cunha (União Brasil), que recebe o apoio de Arthur Lira (PP), deputado federal mais votado de Alagoas nesta eleição. Com 100% das urnas apuradas, Paulo Dantas teve 46,64% dos votos, enquanto Rodrigo Cunha ficou c