
Um grande grupo de produtores rurais se reuniram e desmontaram um acampamento formado por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que foi montado na Fazenda Limoeiro, no distrito de Itaitu, no município de Jacobina, na região da Chapada Diamantina, e expulsaram os sem terras do local.
A terra foi invadida pelos integrantes do MST na última segunda-feira (27/02) e o acampamento foi destruído nesta sexta-feira (3/3) por grupos de produtores locais e moradores.
O movimento afirmou que a área estava abandonada há pelo menos 15 anos, mas o proprietário nega."Isso aqui não está abandonado, todos os impostos estão pago, todas as declarações feitas, como é que é abandono?", disse João Lima, dono da área, em entrevista à TV Bahia.
A confusão começou após moradores e produtores locais se unirem para expulsar os sem-terra. Em vídeos que circulam nas redes sociais, manifestantes afirmam que "o MST invadiu e os produtores, proprietários de terra, se uniram e desocuparam. E fica o recado, onde for invadido terras aqui na Chapada Diamantina todos estarão firmes e unidos para desocupar, o recado está dado."
A Polícia Militar acompanhou a disputa entre os manifestantes e sem-terra, usando balas de borracha para dispersar aglomerações e conflitos. Em nota, a corporação informou que policiais militares da 24ª CIPM foram acionados com intuito de cumprir um mandado de reintegração de posse, em uma fazenda, no Distrito de Itaitu, Município de Jacobina. No local, foram identificados alguns manifestantes e suas respectivas lideranças, momento em que houve a mediação do conflito e a saída espontânea dos invasores do terreno. "O cumprimento do mandado ocorreu tranquilamente e guarnições permaneceu no local", acrescentou.
Outra invasão aconteceu na tarde deste sábado (04/03), integrantes do MST (movimento sem terra), invadiu de forma violenta a Fazenda Ouro Verde, no distrito de Betania, em Santa Luzia. Expulsando os funcionários e quebrando as porteiras da Fazenda.
Produtores rurais de Santa Luzia se organizaram para se opor a essa ação, para agiram de forma pacífica com os integrantes do movimento sem-terra. A revolta dos produtores é que a Fazenda Ouro verde é totalmente produtiva e emprega mais de 50 pessoas direta.
Segundo o movimento de produtores rurais de Santa Luzia, o MST está sendo injusto ao invadir de forma violenta uma fazenda produtiva, e oferece trabalho a várias famílias, beneficiando mais de 200 pessoas indiretamente. Os produtores se reuniam e fizeram a mesma coisa que foi feita pelos produtores de Jacobina, expulsaram os invasores
Os sem terras também invadiram mais três fazendas produtiva no sul da Bahia. Na madrugada da última segunda-feira (27/02), cerca de 1.700 famílias sem-terra, vinculadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocuparam três fazendas de monocultivo de eucalipto, da empresa Suzano Papel e Celulose, radicadas nos municípios de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas, no Extremo Sul da Bahia.
De acordo com a empresa Suzano Papel e Celulose, as três áreas produtivas de sua propriedade foram "invadidas e danificadas ilegalmente pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)". A empresa afirma que tais atos violam o direito à propriedade privada e estão sujeitos à adoção de medidas judiciais para reintegrar à posse dessas áreas. Pelo menos duas das três propriedades já foram desocupadas por ordem judicial.
Ainda, no sul da Bahia, a empresa Suzano Papel e Celulose alega que gera aproximadamente 7.000 mil empregos diretos, mais de 20.000 postos de trabalho indiretos e beneficia cerca de 37.000 pessoas pelo efeito renda, conforme metodologia adotada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).
A justiça da Bahia determinou a reintegração de posse de uma fazenda da Suzano invadida na segunda-feira (27/03), por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em Mucuri. Na primeira onda de invasões deflagrada no novo governo Lula, o MST ocupou três áreas da empresa e uma quarta fazenda de outro proprietário no sul do Estado. O juiz Renan Souza Moreira fixou multa de R$ 5 mil por dia aos sem-terra em caso de descumprimento e autoriza o uso de força policial para a desocupação, se necessário.
Em nota enviada ao Jornal Nacional, o Governo da Bahia declarou que criou uma comissão para promover o diálogo entre as partes. Sobre a reintegração de posse, o governo disse que não foi notificado oficialmente e que respeitará a decisão judicial.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário declarou que também está trabalhando para mediar o conflito e que tem atuado para acelerar o programa de reforma agrária.