
Uma idosa, Idália Oliveira dos Santos, 62 anos, que mora em uma pequena propriedade rural e produtiva ao entorno do Parque Nacional, em Monte Pascoal, no interior e Itamaraju, há mais de 60 anos, conta que ela e as mais 11 famílias que moram na mesma propriedade de herança da família, foram surpreendidos por um grupo de mais ou menos 15 pessoas, dizendo ser indigenas e dando a ela e os demais familiares, ordens para deixar a propriedade.
Muito emocionada ela contou a redação do giro de noticias que o grupo chegou ao local a cerca de 5 dias, desde a data, eles vem fazendo ameaças de expulsão. Ela conta ainda, que o grupo desliga o dijuntor de energia deixando todos no escuro durante a noite e sem internet. Ainda segundo ela, eles soltaram os bezerros para ela não tirar o leite das vacas e soltaram parte do pequeno rebanho no corredor.
A idosa contou também, com medo de morrer as famílias ficam presas dentro das casas, enquanto isso o grupo coloca terror pelo lado de fora das casas. Ainda segundo a idosa, ela sofreu covid recentemente e não está muito bem de saúde e com a pressão de ser expulsa de sua propriedade e as amenas os problemas de saúde se agravaram e ela chegou a ficar de cama.
A área é reivindicada por indígenas pataxós, mas essa famílias de agricultores que residem no local há mais de 60 anos, contam que essa área não pertence área indígena e que na região não tem demarcação de terras há mais de 20 anos.
Os moradores contam que sempre viveram ali e nunca tiveram problemas com os indigenas e só agora que apareceu um grupo diferente e que vem criando conflitos constantes, ele conta ainda, que os problemas se agravaram após uma decisão do STF sobre o marco temporal.
A disputa pela área de terra ao entorno do Parque Nacional de Monte Pascoal tem deixado um rastro de violência. Conforme explica os moradores, o conflito tem resultado em diversas agressões físicas e brigas, em um cenário onde há diversos habitantes armados. "Enquanto um lado deseja assumir o poder, o outro luta pela defesa de suas propreidades", explica um morador
O momento ficou tenso e a situação foi comunicada as polícias civil, militar, Funai, Polícia Federal e a força tarefa do estado que está na região desde o início do conflito agrário no começo do ano de 2022. Agricultores também se uniram e foram para a região com o intuíto de impedir os invasores.
A reportagem tentou falar com o comandadnte da operação no local, mas ele disse através de uma moradora na localidade, que não tinha autorização para conceder entrevista.
Os moradores contaram também que a Funai chegou ao local com uma proposta para que os pequeno produtores deixassem suas propriedades. O proposta causou indignação nas famílias que alegam que essa pequena área de terra e de onde eles tiram seus sustentos e amis ainda eles não tem para aonde ir se caso deixassem a propriedade