
O grupo de cerca de 15 integrantes armados e mascarados atacou pelo menos três residências a tiros em uma delas foi feito três passos de reféns, entre elas idosos e duas mulheres gravidas. As 11 famílias que residem em uma área de herdeiros a mais de 60 anos em um total de 4 alqueires de terra, contam que o grupo dizendo ser indígenas, chegou muito violento, bateram em idosos e atiravam com frequência.
O grupo desligou a energia e a internet para que as famílias não pudessem pedir socorro, duas motos, sendo uma Bross e uma Titan, um veículo Fiat Uno de cor Branca e uma quantia em dinheiro foram roubados, pertences das casas também desapareceram. Um homem identificado por Sandro liderava o grupo e segundo as famílias esse foi o mais agressivo com os moradores.
Durante o ataque uma pessoa ficou em poder dos agressores, uma mulher gravida de mais de 8 meses também ficou detida, mas conseguiu escapar correndo pelo meio do mato, mas não aguentou e caiu desmanhada, quase uma hora após, ela foi resgatada pelos moradores sentindo as dores de pré-parto.
Várias mulheres da localidade, uma delas identificada por Luci, ligavam incansavelmente para a redação do Giro de Notícias durante a madrugada pedindo por socorro. Ouve dificuldades de manter contato com as familais devido o desligamento da energia elétrica, mesmo assim, a policia foi acionada e foram para o local e viram tudo que estava acontecendo.
“Eles levaram 2 motos, uma Bross, uma Titan e um uno branco, fuzilaram as casas e ameaçaram todos aqui de morte pelo menos esses são os relatos dos envolvidos, agora estamos sem energia, sem acesso nenhum,tiraram toda a nossa comunicação, se puder nos ajudar agradecemos muito, meu celular descarregou por completo não vou conseguir mandar notícias, temos uma idosa desaparecida, ainda não sabemos quem é a desaparecida”, essa foi a última mensagem que a redação recebeu na madrugada.
Muitos vídeos e áudios que mostram cenas de intenso tiroteio foram gravadas pelos moradores durante os ataques, mas não foram publicados nas redes sociais, devido à falta de energia e que ocasionou a falta de internet. Ainda segundo moradores, alguns do grupo apareceram de máscaras e também em posse de armas de grosso calibre. O pânico foi tamanho que muitas pessoas passaram mal, sem poder sair da localidade ficaram sem atendimento médico.
As famílias contam que a região vive um conflito agrário, “indígenas tentam ocupar as propriedades, mas um ataque como esse ainda não tinha sido relatado, nos últimos anos”. Para os moradores a ação é criminosa e foi planejada e executada por membros de um grupo de supostos índios, mas eles acreditam que na maioria não são índios, foram pessoas que aproveitaram a oportunidade para praticar roubos.
"É muito difícil combater a esse tipo de crime, porque eles têm a vantagem por ter uma denominação indígenas, faz o que bem intender, a gente sempre é tratado com diferença pelas autoridades. São arrombadores, estudam rotas de fuga, fazem reconhecimento do local, têm uma logística especializada e atacam à noite. Fica muito difícil para a polícia, mesmo que tentem nunca chegam num tempo exímio para flagrar a ação em curso", afirmou uma moradora.
Até o momento não conseguimos contato com as autoridades de segurança para falar sobre esses ataques,que mexeu não só com as famílias, mas com toda á região sul do estado. Se tratando de pequenos agricultores, aonde tinha idosos, gravidas e crianças que por alguns instantes ficaram na mira de tiros e sendo agredidos e expulsos de suas casas durante a noite como relata os moradores.
Segundo os moradores, este mesmo grupo esteve na propriedade a cerca de uma semana e a policia militar da força tarefa do estado que estão na região e a Funai estiveram no local e lá ficou acordado que ninguém usaria da violenta. Mas o acordo foi descumprindo pelo grupo e os moradores exigem uma reposta das autoridades e registraram tudo na policia civil e na policia federal, eles classificam o ataque como ato criminoso e não duma retomada como dizem.