
Famílias de pequenos produtores rurais que moram na região do Córrego do Emiliano no interior do município de Itamaraju, estão vivendo dias de terror, um grupo de mais ou menos 15 pessoas, na maioria homens e se apresentando como sendo indígenas, tem praticado ataques violentos contra famílias, muitas delas foram expulsas de suas casas na noite de segunda-feira (23/10/2023) pelo grupo de homens que segundo os moradores, estão fortemente aramados.
Tiros foram disparados nas casas e no transformador de energia elétrica, deixando os moradores no escuro e sem internet, duas motos, sendo uma Bros e uma Titan, foram roubadas, um carro Fiat Uno de cor branca ficou detido em poder do grupo e teve todas as rodas arrancadas, casas foram queimadas, uma senhora de 62 anos, identificada por idália dona de um pedaço de terra, sofreu tentativa de morte e teve uma quantia de 7 mil reais em dinheiro roubado, seu esposo teve 3 mil reis em espécie roubado e ainda tiveram um prejuízo de mais de 30 mil de cacau já no ponto de entregar no armazém também foi levado pelo grupo. Uma terceira pessoa identificada por Vilson teve três mil em dinheiro roubado, totalizando assim, 14 mil reis em dinheiro roubado durante o ataque e um prejuízo de mais de R$ 200 mil reais em bens que foram levados ou destruidos pelo grupo.
Os piores momentos para os moradores foi quando o grupo chegou ao local por volta das 22h atirando e ameaçando de matar todos. No local tinham idosos, crianças e mulheres, entre elas duas gravidades e que tiveram que fugir pelo mato, muitos saíram com a roupa do corpo e outros descalços, uma idosa de 65 anos desapareceu durante a fuga e só foi resgatada as 6h da manhã do dia seguinte pela polícia militar dentro de uma área de banhado.
Rita que está gravida de 8 meses sofreu um desmaio em meio ao mato durante a fuga e foi socorrida pelos moradores quase uma hora após. As 11 famílias atingidas pelo grupo moram em um pedaço de chão de quatro alqueires que herdaram da família e que pertence à eles há mais de 60 anos.
Na noite desta terça feira 24/10, uma moradora identificada por Luci, em contato com o giro de notícias, contou que o grupo ateou fogo em casas e dispararam muitos tiros, ela chegou a dizer que foi visto uma arma com mira a laser em posse dos invasores.
A repostem do giro falou por telefone com o delegado Coordenador em Teixeira de Fretas, Dr Moises Damasceno e com o delegado Dr Gilva Prates, que é titular da delegacia da polícia civil de Itamaraju. Ele disse que não poderia falar sobre a situação porque as vítimas ainda não tinham registrado o casso na delegacia. Nesta quarta-feira 25/10, algumas vítimas procuraram a delegacia da polícia civil em Itamaraju para fazer o registro, mas o sistema saiu do ar e eles vão voltar nesta quinta-feira. Outras vítimas Já foram ouvidas pela Polícia Federal em Porto Seguro, na manhã de terça-feira,24/10.
Ainda conforme as famílias, durante ataque uma pessoa de apelido camiseta, ficou em poder o dos agressores, ele só foi liberado horas depois e passou por momentos de muito medo.
As famílias contam que a região vivem um conflito agrário, “indígenas tentam ocupar as propriedades, mas segundo eles, um ataque como esse ainda não tinha sido relatado na região nos últimos anos”. Para os moradores a ação é criminosa e foi planejada e executada por membros de um grupo de supostos índios, mas eles acreditam que na maioria não são índios, foram pessoas que aproveitaram a oportunidade para praticar roubo e furtos.
As famílias reclamam da dificuldade de combater a esse tipo de crime, para as vítimas os agressões tem a vantagem por ter uma denominação de indígenas, “faz o que bem intender, a gente sempre é tratada com diferença pelas autoridades, são arrombadores, estudam rotas de fuga, fazem reconhecimento do local, têm uma logística especializada e atacam à noite. Fica muito difícil para a polícia, mesmo que que tentam nunca chegam num tempo exímio para flagrar a ação em curso", afirmou uma moradora.
Até o momento não conseguimos contato com as autoridades de segurança para falar sobre esse ataque que mexeu não só com as famílias, mas com a toda uma região no sul do estado. Se tratando de pequenos agricultores, pessoa pobres e que não tem para aonde ir casos sejam expulsos de suas terras. A relato que tem mulheres sem uma roupas se quer, tudo das casas foram levados ou queimados.
No momento do ataque tinha idosos, gravidadas, crianças que por alguns instantes ficaram na mira dos tiros, outros foram agredidos e expulsos de suas casas durante a noite como relatou os moradores.
As famílias acusam a Funai de incentivar as invasões e criticam as autoridades políticas e judiciais. Eles disseram ainda, que as ares estão fora de demarcação de terras indígenas, mesmo se vier a serdemarcadas e vier uma determinação da justiça ou das autoridades governamentais eles estão dispostos a saírem, mas querem ser indenizados pelas benfeitorias e terem um prazo legal para deixar a região.
A redação do giro de notícias deixa espaço aberto para que as partes citadas possam se pronunciar se assim desejarem.