
Uma idosa de 77 anos, Nilza Ferreira da Silva, moradora da Rua Boa Vista, Bairro Ouro Verde, em Itabela/BA, sofre à espera de vaga na terrível fila da regulação do governo do estado da Bahia. A desumanidade da fila da regulação atinge a senhora de 77 anos, que aguarda vaga em unidade hospitalar para transferência há 14 dias.
A paciente chegou ao hospital de Itabela no dia 7 de fevereiro com o punho e o femo quebrado devido a um acidente doméstico. Ela foi levada em seguida para o Hospital Regional em Eunápolis, onde continua internada.
A família contou ao Giro de Notícias que a cirurgia dela não faz em Eunápolis devido algumas complicações, por isso, ela foi inserida no sistema de regulação do estado, Surem, mas não tem vaga para leva-la. Devido à idade e a gravidade dos ferimentos, ela está cada dia mais debilitada e a família pede apoio de todos para transferir a idosa.
O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.
Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas, se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema para que o paciente tenha a assistência adequada.
Infelizmente na pratica não é isso que vem ocorrendo, principalmente no sul e extremo sul da Bahia, tem paciente que morre antes mesmo de sair a vaga, outros tem sua saúde agravada pela espera de muitos dias, ou de até meses esperando.
O caso da senhora, Nilza Ferreira da Silva, um exemplo claro do descaso no Sistema de Regulação do Estado.
Em contato com a direção do Hospital Regional de Eunápolis, Lucio França, diretor da anuidade, disse que a idosa está sendo bem cuidada no hospital, mas precisa com urgência de ser transferida para um hospital com as condições de realizar a cirurgia da paciente.
Ele disse ainda, que a cirurgia do femo é feita no hospital de Eunapolis, o problema da paciente é que a fratura afetou o quadril da mesma, por isso não tem como ser feita no Hospital Regional de Eunápolis.
A família conta ainda, que estão com dificuldades financeira para ir e voltar diariamente e pede ajuda para continuar acompanhado a paciente. Eles querem a transferência da paciente com urgência