Professores estaduais paralisam atividades por 48 horas na Bahia. Categoria rejeitou proposta de 5,69% de reajuste nos salários, com pagamentos fracionados, feita pelo Governo Jerônimo Rodrigues e escolas não tiveram aulas na segunda e na terça (30/04).

Giro de noticias - 01/05/2024 - 09:40


Os trabalhadores da rede estadual de educação paralisaram as atividades na segunda-feira (29/04/2024), por 48 horas, após rejeitarem a proposta de 5,69% de reajuste nos salários, com pagamentos fracionados, feita pelo Governo Jerônimo Rodrigues, através da Secretaria de Educação da Bahia (SEC).

A decisão foi tomada pela categoria na quinta-feira (25/04), durante uma assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB). Com isso, as escolas da rede estadual da Bahia não tiveram aulas na segunda e nem na terça (30/04).

A categoria pede 10% de reajuste, seguindo o percentual unificado pela Federação da Entidades Sindicais dos Servidores Públicos. Segundo a APLB, a proposta do governo foi rejeitada por 90% dos funcionários que votaram.

Pagamento imediato da 3ª parcela dos precatórios Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental (Fundef), que seria encaminhado para a votação na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) em abril deste ano, com previsão de pagamento para o mesmo mês, o que não aconteceu.

Na Regional Sul a manifestação foi realizada no Núcleo Territorial de Educação – NTE 27, em Eunápolis. Os diretores de delegacias e núcleos da Regional Sul APLB SINDICATO participaram do ato ao lado dos profissionais em educação.

De acordo com a Coordenadora Regional da APLB-Sindicato no Extremo Sul do Estado da Bahia, Conceição Muniz, os trabalhadores rejeitam a proposta do Governo do Estado – que é de 5,69%, com pagamento fracionado, devido que as perdas salariais já chegam a mais de 50% nos últimos anos. “Exigimos um reajuste digno para ativos e aposentados, e que nenhum profissional da educação receba abaixo do salário mínimo” disse.

A Rede Estadual reivindica também a reestruturação do Plano de Carreira, a convocação dos habilitados no último concurso, eleições diretas para gestores de escola e o pagamento imediato da terceira parcela dos Precatórios do Fundef.

Ainda segundo a Coordenadora, Conceição Muniz, o Governo do Estado ainda não está pagando o aumento do reajuste de 3,62%, do piso nacional definido pelo governo federal para 2024. A categoria exigem o pagamento imediato do reajuste que eleva o valor salarial dos professores para R$ 4.580,57. Esse salário é válido para a rede pública de todo o País, com jornada de 40 horas semanais.

Estamos em paralisação, mas sem acomodação. Nossa luta é nas ruas, por valorização e respeito!

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