
Em pleno feriado de 2 de julho o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul) e da 3ª Promotoria de Justiça de Eunápolis, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), a “Operação Parasita”, que investiga a atuação de uma suposta associação criminosa responsável por desviar recursos públicos destinados à gestão do Hospital Geral de Eunápolis (HGE).
A ação foi realizada em conjunto com o 28º Batalhão da Polícia Militar e cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Eunápolis.
A operação é resultado de investigação instaurada para apurar o desvio de recursos públicos por meio de fraudes em contratos, emissão de documentos fiscais com valores superfaturados, apropriação ilícita de verbas públicas e possível ocultação da origem dos valores obtidos de forma ilegal.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos notebooks, celulares, tablets e diversos documentos que poderão contribuir para o aprofundamento das investigações, bem como para a identificação de outros possíveis envolvidos.
O nome da operação faz referência ao modo de atuação dos investigados, caracterizado pela suposta apropriação indevida de recursos públicos destinados à saúde, comprometendo a prestação de um serviço essencial à população em benefício de interesses particulares.
A operação ocorre justamente no mesmo período em que Eunápolis realiza o maior evento festivo financiado com dinheiro público. Enquanto as forças de investigação avançam sobre possíveis irregularidades e desvios, o contraste chama a atenção da população.
Nos bastidores do alto escalão da cúpula da prefeitura de Eunápolis, na noite desta quarta-feira, o clima foi de campanha eleitoral. Como mostra as imagens, integrantes do governo estariam usando o chamado “santinho” com nome de políticos da deputada Cláudia Oliveira e do deputado federal Diego Coronel.
O cenário reforça o debate sobre prioridades na gestão pública, especialmente em um momento em que operações conduzidas por órgãos como o Ministério Público e forças de segurança têm como foco o combate a esquemas que podem envolver recursos destinados a serviços essenciais.
A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul) e pela 3ª Promotoria de Justiça de Eunápolis.
Segundo os promotores responsáveis pelo caso, as medidas cautelares tiveram como objetivo preservar provas e garantir o andamento das investigações. O procedimento segue sob sigilo judicial e novas diligências poderão ser realizadas a partir da análise do material apreendido.