Médico é preso suspeito de abusar de pacientes

Redação - 31/08/2012 - 20:56


SÃO PAULO - Um ginecologista foi preso na manhã desta sexta-feira (31) na zona sul de São Paulo suspeito de abusar sexualmente de duas pacientes --mãe e filha-- durante uma consulta médica.

De acordo com a delegada Lisandrea Zonzini, da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher, o médico de 48 anos teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após a polícia investigar, por 20 dias, uma denúncia feita pela mãe.

"As pacientes procuraram a delegacia porque estranharam a forma que foi feito o exame ginecológico. Elas contaram que ele fez um exame anal em uma delas. Conversando com as vítimas, ficou bem claro que o médico havia molestado, pelo menos, a filha", disse a delegada.

Segundo Zonzini, a mãe, de 49 anos, e a filha, de 24, marcaram a consulta juntas. Na mãe, ele fez um exame de toque que durou cerca de oito minutos --segundo a delegada, o normal seriam alguns segundos.

Na filha, também fez um procedimento demorado e ainda fez perguntas indiscretas, como se ela havia sentido prazer durante o exame ginecológico.

A delegada afirmou que o ginecologista diz ser inocente. "Na concepção dele, o exame foi feito de forma normal", disse. O médico alegou que a demora nos procedimentos se deve ao fato dele ser um profissional cuidadoso.

Durante as investigações, a polícia localizou outros quatro boletins de ocorrência contra o médico em outras delegacias da cidade.

A delegada disse que relatou o caso ao Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). O órgão informou que foi aberta uma sindicância para apurar a conduta profissional do médico. A assessoria de imprensa do conselho, no entanto, não soube informar se ele tem alguma outra denúncia registrada no órgão. De acordo com o Cremesp, o médico atua no Estado desde 1989.

O médico está preso na 2ã Delegacia de Defesa da Mulher sob a acusação de violação sexual mediante fraude, cuja pena pode chegar a seis anos de prisão. Ele deve ser transferido ainda hoje para o 31° DP (Vila Carrão).

Seu advogado de defesa não foi localizado pela reportagem até a tarde desta sexta-feira. Sua versão será incluída neste texto assim que houver manifestação.


Fonte: FOLHA

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