SÃO PAULO-Marcílio Lima Duarte é advogado, tem 71 anos e, embora seja um completo desconhecido para a quase totalidade do eleitorado, é responsável pela criação de seis partidos nos últimos 24 anos.
O cargo eletivo mais relevante que ocupou foi o de vereador de Mairinque, cidade que fica a 70 quilômetros da capital paulista e tem cerca de 50 mil habitantes.
Apesar do fiasco na carreira eleitoral -- desde 1989 ele concorreu diversas vezes a deputado federal e tentou ser candidato a prefeito--, a desenvoltura que exibe para tirar legendas nanicas do papel o transformou em figura requisitada no meio político.
Como ele próprio afirma, passou a ser chamado de "o maníaco das siglas" nos corredores do Congresso.
Dos seis partidos, afirma, viabilizou quatro como advogado, cobrando "R$ 300 mil, R$ 400 mil" de honorários. Assumia a organização burocrática e cumpria os requisitos exigidos pela Justiça.
"O PSL eu fiz para a família Tuma [senador pelo PTB, morto em 2010]. O PRONA eu fiz porque me mandaram construir uma sigla pro Enéas [deputado federal, morto em 2007]. Quem mandou eu não falo. O PGT eu fiz por amizade ao Pegado [Canindé Pegado, presidente da sigla", diz. “De coração", afirma ter empreendido apenas o PST.