Líder do MLT acusa Veracel e FETAG por conflito agrário em Eunápolis.

Redação - 18/02/2013 - 06:15


Eunápolis- Uma demanda judicial sobre a posse da Fazenda São Caitano com 1.943 héctares de terra, localizada a 20 km do centro de Eunápolis, na região conhecida por ponto “Maneco” arrolando a mais de 16 anos, vem tomando um novo rumo. Segundo o líder do movimento de luta pela terra (MLT) Joenildo Oliveira Faria que e técnico em agropecuária, a Veracel após perder uma ação sobre a posse da terra no TJ/BA/ no ano de 2010 está tentando agora junto à Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado da Bahia, (FETAG) criar um conflito agrário entre as duas organizações de luta pela terra.

De acordo com o líder do movimento esta terra que está sendo disputada entre a Veracel e o MLT, pertencia a um antigo morador de Eunápolis Arnoldo Lima, que no ano de 1997, negociou a área com a empresa Veracel celulose, em fora de permuta, por outra área na região conhecida por Gabiarra também no município de Eunápolis.

Sendo que no ano de 2008, foi descoberto pelos líderes do movimento que a área de terra com 1.943 hectares, 1.333 hectares não possuíam documento legal junto aos órgãos do Estado, eram áreas devoluta. Foi quando o movimento fez a ocupação das terras, e se iniciou uma demanda judicial, entre a empresa e os acampados.

Logo após a ocupação das terras, a Veracel recorreu à justiça com uma ação de despejo, que foi concedida na época pelo Juiz de direito Dr. Afrânio de Andrade Filho, os ocupantes das terras chegaram a sair mais retornaram em seguida,no dia 5 de outubro ainda de 2009 o movimento voltou a ocupar as terras.

Em 26 de fevereiro de 2010 aconteceu uma reunião com representantes da polícia militar, da empresa Veracel e de órgãos ligados à justiça do Estado onde se decidiu que os acampados ficassem na área por 150 dias devido à colheita de plantações existentes na área feita pelos acampados.

 

Neste curto espaço de tempo, o advogado do movimento pediu e conseguiu que o processo que vinha sendo apreciado pela vara crime passasse a ser apreciado na vara cível. Esta decisão provocou uma reunião com todos os movimentos do estado em salvador e a Procuradoria Geral de Justiça do Estado na época através do procurador Gercino José da Silva Filho, nomeou uma comissão para analisar cada caso de demandas de terras no Sul e extremo Sul do estado, onde saíram varias discriminatórias e uma delas foi sobre a fazenda, são Caitano, afirmando que as 1.333 das 1.943 hectares pertencentes à fazenda é de área devoluta, ou seja, terras da união.

Com essa decisão o tribunal de justiça da Bahia, (TJ/BA) no ano de 2010 deu ganho de causa ao movimento sobre uma ação movida pela empresa Veracel. Dando ao MLT, o direito da manutenção das terras.

Segundo o líder do movimento pela terra, de lá pra cá a empresa Veracel vem tentando uma manobra ousada, que é de usar essas terras que já pertence ao Estado para pagar uma divida com o próprio Estado, que se deu devido a um acordo que existem verbalmente junto ao Estado.

Para isso a empresa se aliou com a (FETAG) Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado da Bahia, através do secretário da entidade o senhor Ailton Queiroz Lisboa atual secretário da agricultura do município de Eunápolis, oferecendo as terras em questão para ser distribuídas através da entidade a famílias do município com o intuito de se criar um conflito agrário entre os dois movimentos.

Esta decisão tomada pela Veracel tem gerado um desconforto agrário na região, com ameaças de furtos de animais e principio de um confronto entre os dois grupos existentes. O que pode desencadear um derrame de sague na região, esta é uma das preocupações dos lideres do MLT.

O acampamento Baixa Verde visitado pela reportagem do Site Giro de Notícias na manhã deste domingo (17) é o maior produtor de mandioca da região, além de outras culturas cultivadas no acampamento como feijão, milho e o abacaxi. Só no ano de 2012, o acampamento com 85 famílias escritas colheram mais de um milhão e seiscentos mil quilos de alimentos,este ano os acampados esperam colher o dobro desta quantidade.

O acampamento que não tem contado com nenhum  incentivo do poder público, criou por conta própria no local uma escola onde funciona uma biblioteca e aula de alfabetização para os adultos, as aulas são lecionadas pela professora Rosilene Lemos que e técnica em agropecuária. O trabalho é voluntario.

 

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com tantas terras espalhadas por air, e eu aquir perdendo tempo.
valdenir oliveira

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Candeal-BA, filiado à CUT, está em processo de eleição para renovação da sua diretoria. Há duas chapas em disputa. Chapa 01, organizada por trabalhadores rurais CUTistas, e Chapa 02, apoiada pela CTB, FETAG e o prefeito Ribeiro Tavares e seu vice. Na semana passada, trabalhadoras rurais da Chapa CUTista, que moram na Fazenda Beira de Cerca pertencente à família do prefeito, foram ameaçadas pelo gestor municipal de serem expulsas da propriedade. Segundo Givanildo Braz (Gilbraz), candidato a presidente pela Chapa 01 CUTista e secretário geral da Sindicato, o atual presidente do STR de Candeal que encabeça a Chapa 02, Romário Silva, se aliou com o prefeito e o seu vice para deflagrar um processo sistemático de perseguição às lideranças que compõem a Chapa CUTista. Gilbraz denuncia que Romário Silva utiliza benefícios do sindicato como moeda de troca e ameaça retirar direitos de quem está na chapa 01. "Romário transformou o Sindicato em balcão de negócios de benefícios conquistados arduamente pela classe trabalhadora, como aposentadoria, salário maternidade entre outros, visando interesses exclusivamente pessoais em torno da sua candidatura a vereador pelo PC do B e para coagir trabalhadores rurais integrantes da chapa 01 ou que manifestem apoio a nós", afirma o sindicalista. Na tentativa de desestabilizar a chapa 01, três trabalhadoras rurais foram ameaçadas de expulsão das terras, de derrubar suas casas e proibidas de acessar a fonte de água da propriedade, que pertence à família do prefeito Ribeiro Tavares, caso mantivessem seus nomes na Chapa 01 da CUT. “Elas residem com suas famílias há muitos anos nessas terras, onde moram e tiram sustento. Infelizmente, duas cederam a pressão e renunciaram”, lamenta Gilbraz. Os absurdos não param por aí. Para confirmar sua aliança com o poder local, Romário Silva retirou as denúncias contra o prefeito no Ministério Público, devido às irregularidades na gestão municipal. No Sindicato, ele tem assumido posturas antidemocráticas e comprometido a vida financeira da entidade, a ponto da entidade ter perdido o seu veículo. Gilbraz, como secretário geral, e outros dirigentes sérios formalizaram essas irregularidades para o conjunto da direção e têm combatido os malfeitos do atual presidente. Inclusive, a comissão eleitoral tem encontrado muitas dificuldades para atuar com imparcialidade e lisura, pois tem seus trabalhos constrangidos por Romário e assessoria da FETAG. Essas atitudes de perseguição representam um crime grave ao direito à liberdade e autonomia sindical, remonta aos tempos da Ditadura Militar de 1964. O atrelamento do presidente do STR Candeal, Romário Silva, ao prefeito Ribeiro Tavares revela a cara da chapa 02, de um sindicalismo pelego e ditado pelos interesses pessoais e dos coronéis, que conta com o apoio da CTB, braço sindical do PC do B. Para Gilbraz, os trabalhadores rurais de Candeal merecem que o STR seja de fato um instrumento de luta pelos direitos de quem trabalha no campo e não um trampolim para carreira política. A chapa 01 defende a construção de um sindicato autônomo, independente e democrático, que lute por justiça e avance na conquista de direitos para os pequenos agricultores e trabalhadores rurais. Basta de tirania, exclama Gilbraz.
sinndicato dos trabalhadores rurais de araçás Bahia

sou acampado estou na luta nos vomos luta para ganhar


sou acampado estou na luta nos vomos luta para ganhar


esse tal desse zuza é um picareta, fica manipulando a imprensa desavisada, mas as melhores áreas estão arrendadas por ele e sua esposa Rose aos maiores produtores de farinha da região(nome aos bois: Ciélio Paiva; João do trator; família de Ediel e outros), por isso a grande produção de mandioca e gado, que não é dele nem dos acampados e porque ele não falou à imprensa que a mulher dele foi destituída da presidencia da associação e que eles estão respondendo a mais de 40 processos na justiça...
Acampado

Esse giro de noticias é muito fraco. Todos sabem que eles arrendam a terra para verdadeiros trabalhadores. Terra é para quem quer trabalhar e não pra colocar fogo e destruir o solo.
antor

O MLT luta pela Reforma Agraria, melhoria de vida dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, denuncia e a violencia existente contra as lideranças dos movimentos sociais e reivindica dos poderes publicos a urgencia na resolução dos problemas agrários no Estado da Bahia e País
Libanilson Braga de Oliveira

eu fui um que fui Expulso da minhas terras.
Dão

esta Veracel,tem mesmo feito o povo de besta,
Vlamir

Quanta sem vergonhice deste povo. Invadem áreas dos outros, roubam e poem fogo em tudo e depois ficam culpando os outros. cadê a justiça que não limpou este povo de lá? Quem está produzindo lá não são os sem terra e sim arrendatários que já plantavam mandioca na região. tem que descer o pau neste pavo. quer terra vá trabalhar e comprar a sua.
trabalhador