Novo desafio do Brasil Sem Miséria é abrir portas de inclusão econômica para famílias pobres, segundo ministra.

Estadão - 01/04/2013 - 08:49


A presidente Dilma Rousseff tem duas metas imediatas na área social. A primeira é a localização de 700 mil famílias muito pobres que ainda estão fora do Cadastro Único, para incluí-las no guarda-chuva de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. Quando isso ocorrer, vai poder dizer que nenhuma família no Brasil vive abaixo da linha da miséria.

A segunda é mais ambiciosa. Trata-se da criação de oportunidades para que as famílias beneficiadas por esses programas, em torno de 13,8 milhões, sejam incluídas no processo de desenvolvimento econômico do País e deixem de depender exclusivamente da transferência de renda. Embora os técnicos do governo não gostem dessa expressão, seria a porta de saída.

A encarregada de articular e levar adiante essas duas missões é a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello. Na entrevista abaixa ela fala sobre as diferentes frentes que o governo abriu para tornar realidade a afirmação da presidente Dilma de que o Brasil Sem Miséria é apenas “o primeiro passo”. Também comenta a importância para o governo federal da presença de Fernando Haddad (PT) na Prefeitura de São Paulo, uma vez que a capital paulista é a que apresenta os piores índices de adesão aos programas sociais federais.

Tereza rebate ainda as críticas de que o governo só vai conseguir dizer que acabou com a miséria porque adotou uma linha de corte muito baixa, com a média de renda de R$ 70 por pessoa da família.

Se o fim da miséria é apenas o primeiro passo, como disse a presidente, quais desafios o governo tem pela frente?

Três grandes questões nos desafiam. Uma é a localização de famílias que têm direito ao Bolsa Família e continuam fora do programa. Precisam ser localizadas porque sem isso não se consegue levar outros programas até elas. Não é, portanto, só uma questão de renda. Se não forem localizadas não conseguirão chegar a programas de qualificação profissional, à formalização de suas empresas, ao crédito e outros benefícios. O segundo desafio é garantir educação; e o terceiro, fazer essa população se encontrar com o Brasil que está crescendo e oferecendo oportunidades.

Após tantas buscas já feitas, onde estão as 700 mil famílias ainda fora do cadastro?

Metade deve estar no campo e metade na cidade. Nas cidades, São Paulo é um dos grandes bolsões de população extremamente pobre e ainda fora do Cadastro Único. O prefeito Fernando Haddad disse que a localização dessas famílias é uma prioridade de seu governo e está montando uma agenda própria do Brasil Sem Miséria na cidade. Já começaram a organizar uma nova frente de busca ativa com agentes de saúde da família, o que é uma novidade. A localização dessas famílias é a principal meta da atual secretária de Assistência e Desenvolvimento Social do município, Luciana Temer.

WhatsApp Giro de Notícias (73) 98118-9627
Adicione nosso número, envie-nos a sua sugestão, fotos ou vídeos.


Compartilhe:

COMENTÁRIOS

Nome:

Texto:

Máximo de caracteres permitidos 500/



O que tem que fazer para acabar com a miséria, é proporcionar trabalhos e cursos para as pessoas e não dá dinheiro porque muitas familias são cadastradas e nem precisa do dinheiro metem para conseguir o beneficio não tem fiscalização,para ir de casa em casa para ver a necessidade de cada pessoa, e mais muitas familias recebem o dinheiro e gasta com alcool e drogas e nada para os filhos, que muitas crianças depois da escola vão para a rua pedir entre outras coisas.Fiscalizem o bolsa familia.
Ane