Prejuízo da seca chega a R$ 4,6 bi em 2012, aponta Federação na Bahia.

G1 - 29/05/2013 - 08:26


Salvador- A Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (FAEB) divulgou, na manhã desta terça-feira (28), números referentes a perdas no setor agropecuário em decorrência da estiagem no ano de 2012, no estado. De acordo com o levantamento do órgão, o total das perdas chegou a R$ 4,6 bilhões no ano passado, entre os setores da pecuária, grãos, fruticultura e outras lavouras. De acordo com o órgão, os prejuízos acumulados no ano passado influenciaram na queda de mais de 9% registrada no PIB agrícola do estado.

 “O semiárido foi a região mais atingida pela seca, mas também teve repercussão no oeste da Bahia, no extremo sul, e até na região do cacau. Nós acreditamos que em menos de cinco anos não começaremos a ver o efeito da recuperação. Se tudo correr bem, se não tivermos outra grande seca, a recuperação se fará entre cinco e dez anos”, afirmou, em entrevista coletiva, o presidente da Federação, João Martins.

 No setor da pecuária, de acordo com a FAEB, a seca representou um prejuízo de R$ 1,1 bilhão no estado – entre bovinos (R$ 640 milhões), caprinos (109,6 milhões) e produção de leite (352,8 milhões). “Alguns laticínios tiveram que fechar as portas”, afirma Martins sobre os efeitos.

 Os dados ressalta a FAEB, são estimativas que se propõem a retratar a realidade vivenciada por produtores e população dos municípios atingidos pela falta de chuva.

 No setor de grãos, o prejuízo chegou a R$ 1,5 bilhão, conforme os dados da FAEB: algodão (R$ 308 milhões); café (R$ 544 milhões); feijão (R$ 357,5 milhões); milho (R$ 230,8 milhões); soja (R$ 106,1 milhões).

 Na fruticultura, o prejuízo estimado chega a R$ 1,5 bilhão: abacaxi (R$ 80 milhões); banana (R$ 535 milhões); laranja (R$ 174 milhões); manga (R$ 477 milhões); maracujá (R$ 72 milhões); uva (R$ 200 milhões).

 “A cultura que teve a perda mais expressiva foi a fruticultura, por incrível que pareça. A fruticultura é irrigável – principalmente a de uva -, mas o estresse causado pelo calor e insolação fez com que houvesse um aborto das flores da uva, reduzindo a produção e ocasionando perda na qualidade. Fora isso, tivemos perda de 70% no abacaxi”, ressalta Martins.

 Em outras lavouras, os dados da Federação apontam prejuízo de R$ 64 milhões na produção de batata; R$ 57,7 na mamona; R$ 133,5 milhões na mandioca; e R$ 181,5 na produção de sisal.

 “Para 2013, as expectativas só podem ser feitas depois das chuvas de novembro”, aponta João Martins.

 

Fonte: g1.globo.com/ bahia

WhatsApp Giro de Notícias (73) 98118-9627
Adicione nosso número, envie-nos a sua sugestão, fotos ou vídeos.


Compartilhe:

COMENTÁRIOS

Nome:

Texto:

Máximo de caracteres permitidos 500/



É ISSO MSM ROSIANE, SEM CONTAR QUE ESSA ENTE COM POUQUÍSSIMAS EXCEÇÕES, GANHAM DEMAIS PARA INVENTAR MODAS E QUEM PAGA POR ISSO SOMOS NÓS MSMS COM IMPOSTOS CAROS E A FALTA DE RECURSOS NESSES E OUTROS VÁRIOS SETORES.
Emocion

4,6 bilhões isso pra o governo não é nada, já que estão gastando muito mais do que isso no futebol, uma coisa que não cerve para nada, ficar vendo um bando de marmanjo correndo atrás de uma bola enquanto nos seres humanos estamos passando fome, precisando de saúde e educação, o futebol era pra ter renda própria e não tirar do bolso de nos cidadão pra investir nessa porcaria de futebol.
rosiane