
Bahia- Apesar de a violência urbana ser um dos maiores temores dos brasileiros, o governo do PT, Jaques Wagner, parece estar tendo dificuldades para investir o dinheiro reservado a área. Mesmo a Secretaria de Segurança Pública ter um total de R$ 3.046 bilhões, apenas R$ 117,5 milhões foram empregados em investimentos com a compra de armamento, munição, viaturas, equipamentos, tecnologia.
Os dados não deixa duvidas que a Bahia registrou um aumento de 1,2 mil homicídios no ano passado na comparação com 2011 com (4.380 mortes). Conforme relatório, 5.589 assassinatos foram computados em 2012, o que contribuiu para que a Bahia permanecesse com o título de estado recordista no número de mortes de forma violenta no Brasil.
Com estes dados o estado da Bahia lidera o ranking nacional de homicídios, em 2012, os dados foram apresentados nesta terça-feira (4) pelo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Pedro Lino, durante a apreciação das contas do governo do Estado no exercício de 2012.
Segundo o levantamento, a Bahia continua à frente de São Paulo e Rio de Janeiro, que registraram no ano passado 5,2 mil e 4.130 homicídios, respectivamente. Para o conselheiro do TCE, que opinou pela reprovação das contas do governo estadual – aprovada por 5 a 1 pelos membros da Corte de contas baiana –, o aumento “exponencial” da criminalidade no estado em 2012 estaria relacionado ao “baixo nível de investimento” em Segurança Pública.

Segundo o conselheiro mesmo a Secretaria de Segurança ter gasto despesas num total de R$ 3.046 bilhões, apenas R$ 117,5 milhões foram empregados em investimentos que representou 3,86% do valor total liquidado pela pasta, no exercício em comento. De acordo com o Pedro Lino parte das verbas da Secretaria foi utilizada para cobrir despesas com pessoal e encargos sociais (salários e impostos), perfazendo um montante de R$ 2,4 bilhões, número que significa 80% do orçamento liquidado em 2012”.

O secretário Maurício Teles Barbosa em entrevista ao Bahia Notícias, não negou os números apresentados por Pedro Lino – obtidos através das próprias pastas –, mas discordou do conselheiro do TCE e afirmou que a Segurança Pública deve ser analisada a partir de uma série de variantes. “Nominalmente, custeio e gasto de pessoal não, necessariamente, deixam de ser um investimento na área de segurança”. A partir do momento em que o governo do Estado contratou 11 mil policiais entram como gasto de pessoal, mas não podemos desconsiderar que a contratação de servidores seja um investimento.
Quando você aluga 2,3 mil viaturas, contratadas nos últimos cinco anos, não deixa de ser um investimento. “Agora, quando sobram R$ 117 milhões para se investir, aí se refere sim à aquisição de armamento e munição e é o que nós temos feito”, rebateu. Para Barbosa, o aumento do número de homicídios em 2012 foi em decorrência da greve da Polícia Militar, que teve duração de 12 dias.
“Devemos explicar que o aumento dos homicídios em 2012 na comparação com 2011 foi em decorrência de uma greve, um evento traumático, que alterou todo um planejamento de segurança pública em pelo menos cinco meses no ano de 2012”. Então, usar o panorama de gastos para justificar um aumento criminal é uma visão distorcida de uma realidade conjuntural.