Um dos acusados de ser o mandante do assassinato do ex-prefeito de São Gabriel da Palha, Anastácio Cassaro, há 27 anos, se entregou à polícia na última quinta-feira (22). Segundo informações do Superintendente de Polícia Civil do Interior, Danilo Bahiense, Fernando Lourenço de Martins estava com mandado de prisão em aberto desde 2011 e, desde lá, era considerado foragido pela polícia. Ele é filho do vice-prefeito da época em que Cassaro era chefe do Executivo da cidade.
"Ele cansou de correr da polícia. Percebeu que estava encurralado e, em seguida, se entregou, não apresentando se quer resistência", explicou o delegado. Este ainda informou que o mandante estava condenado há 17 anos de reclusão. Fernando foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Mateus, onde permanece detido.
A filha do ex-prefeito, Sandra Cassaro, disse que a família não está feliz com a notícia da prisão de Fernando, mas satisfeita com o resultado do trabalho da Polícia Civil. "Foram 27 anos de luta para, enfim, colocar um dos criminosos atrás das grades. Vamos aguardar que outros também sejam punidos”. “Graças a Deus, minha família sempre teve um equilíbrio emocional para superar momentos difíceis, sempre tivemos esperança”. ” frisa.
Anastácio Cassaro, ex-prefeito de São Gabriel da Palha, foi assassinado no dia 3 de abril de 1986, com dois tiros na cabeça, dentro de seu automóvel. O crime aconteceu em uma rua no bairro Goiabeiras, em Vitória. O filho da vítima, o ex-deputado estadual Arildo Cassaro, e seu sobrinho, Evaldo de Castro, também estavam no veículo.
No dia do assassinato, Anastácio Cassaro estava em Vitória para cuidar dos preparativos para a Festa do Café de São Gabriel da Palha. O evento contaria com a presença do então presidente José Sarney.
De acordo com denúncia feita em abril de 1986, o prefeito foi assassinado por motivo torpe, ou seja, vingança e ambição política, para que o o vice-prefeito Firmino Martins assumisse o cargo.
Na época, investigações indicaram que o crime teve como mandantes o filho do vice-prefeito do município na época, Fernando Lourenço de Martins, e o médico Edvaldo Lopes de Vargas. Também estariam envolvidos na morte Jorge Antônio Costa, Carlos Smith Frota (já foi condenado a 15 anos de prisão em julgamento em abril) e Luiz Carlos Darós. Os três últimos permaneceram na prisão até 18 de julho do mesmo ano, quando passaram a responder o processo em liberdade.
O acusado Fernando Lourenço de Martins morava na cidade de Eunápolis quando sua prisão foi decretada. Ele tem negócios em Eunápolis e em outras cidades da Bahia.
Fonte: Da Redação Multimídia