
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) explicou em sessão realizada na noite desta quarta-feira (09), que pode mudar a proposta que acaba com o auto de resistência para tentar vencer a oposição de carreiras policiais, que pressionaram deputados contra o projeto (PL 4471/12). O Plenário discutiu e decidiu votar contra, o pedido de urgência do projeto. PR e PTB, no entanto, são contrários.
Teixeira sugeriu uma emenda que deixe claro que não será mudada a forma em que são investigados os crimes policiais. A intenção é votar o projeto após a Semana Santa.
Quem coordena as negociações é o secretario de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira. O secretário destaca que o projeto não é contra as polícias, mas quer resguardar o bom policial e "separar o joio do trigo".
Ele destacou que o auto de resistência virou, na prática, um instrumento de impunidade policial. O documento é usado para registrar mortes ou lesões ocorridas em confrontos entre policiais e suspeitos e deveria levar à investigação, o que nem sempre ocorre.
Ao acabar o auto de resistência, a expectativa é que todos os casos suspeitos sejam investigados. "O projeto determina que, toda vez em o policial fizer uso da força e houver indício de crime, ele seja investigado", disse Pereira.
No entanto, o projeto não foi votado e haverá muitas discursões em torno da (PL 4471/12