O ex-ministro da Saúde e possível candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo, Alexandre Padilha, teve seu nome ligado ao doleiro Alberto Youssef, que está preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, e à Operação Lava-Jato na quinta-feira (24).

Segundo reportagem publicada no site do jornal O Estado de S.Paulo, uma troca de mensagens interceptada pela PF sugere que Padilha teria indicado o executivo Marcus Cezar Ferreira de Moura para a indústria farmacêutica Labogen.
O laboratório é um dos focos da operação da PF, que suspeita que o principal controlador da indústria farmacêutica seja Youssef. Ele é acusado de lavagem de dinheiro, em operações que podem totalizar R$ 10 bilhões.
De acordo com a reportagem, Youssef trocou mensagens com o deputado federal André Vargas (PT-SP) em 28 de novembro de 2013, por meio das quais os dois comentam sobre a indicação de Moura para o Labogen. Vargas repassa a Youssef o nome e o contato do executivo e diz que foi Padilha quem o indicou.
O laboratório Labogen tentou fechar contratos, para fornecimento de remédios ao Ministério da Saúde, em parceria com o laboratório EMS. O acordo de cerca de R$ 31 milhões, porém, não chegou a ser concretizado porque surgiram denúncias de irregularidades na transação.
A reportagem do jornal O Estado de S.Paulo informa que, segundo a PF, “existem indícios que os envolvidos tinham uma grande preocupação em colocar à frente da Labogen alguém que não levantasse suspeitas das autoridades fiscalizadoras”.
O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha repudia o envolvimento do seu nome e esclarece que não indicou nenhuma pessoa para a Labogen. Se como diz a Policia Federal, os envolvidos tinham preocupação com as autoridades fiscalizadoras, eles só poderiam se referir aos filtros e mecanismos de controle criados por Padilha dentro do Ministério da Saúde justamente para evitar ações deste tipo.
A prova maior disso é que nunca existiu contrato com a Labogen e nunca houve desembolso por parte do Ministério da Saúde.”