
Os profissionais do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), principalmente enfermeiros e técnicos de enfermagem, paralisaram as atividades por 24 horas nesta sexta-feira, 13.
Eles protestam contra a falta de condições de trabalho, como problemas mecânicos e falta de ambulâncias, defasagem nos equipamentos e estruturas físicas precárias, entre outros problemas apontados pela categoria durante a última assembleia, realizada na terça-feira, 11.
De acordo com o coordenador geral do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps), Everaldo Braga, a falta de diálogo com a prefeitura foi o que motivou a paralisação.
"Nós estamos cumprindo a lei de greve 7783, garantindo mais de 30% do efetivo porque compreendemos que somos um serviço importante para Salvador. É uma paralisação em cadeia, porque atualmente, o Samu funciona muito melhor sem médicos do que sem estes profissionais (enfermeiros e técnicos)", ressalta.
Na próxima quarta-feira, 17, às 8h, um novo encontro será realizado, na sede do SAMU, no bairro do Pau Miúdo, com a apreciação de um indicativo de greve.
Em resposta à paralisação, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) afirmou que "não vê motivos para o movimento, salientando que o Tribunal de Justiça tem se manifestado reiterada vezes de formas contrária às paralisações nos serviços de urgência e emergência".