1.200 Mulheres do MST Ocuparam uma fazenda de eucalipto nesta segunda (28) no extremo sul da BA.

Por J. Alencar - 01/03/2011 - 14:43


Eunápolis - Mil e duzentas mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, na manhã desta segunda-feira (28) a Fazenda Cedro, da multinacional Veracel Celulose, no município baiano de Eunápolis. O acampamento foi batizado de irmã Doroti pelas mulheres do MST. 

De acordo com a coordenadora Eliane Oliveira dirigente estadual do movimento sem terra, esta é a primeira vez que ocorre uma ocupação de terras, comandada por mulheres trabalhadoras rurais no sul do estado . A ocupação segundo a dirigente não e só para demarcação de terras. As camponesas reivindicam uma audiência com as autoridades do estado para discutir o acesso aos direitos básicos como: saúde, educação, moradia, transporte e saneamento, que vem sendo negados pelos municípios e pelo estado ás famílias acampadas. 

Outra dirigente estadual Lucinéia Durans classificou a fazenda como uma terra de agro negocio uma área de monocultura onde se produz eucalipto, madeira para extração da celulose, “Na nossa região como em todo o mundo não se come eucalipto” enfatizou a dirigente do movimento. Segundo Lucinéia nos últimos dois anos foram feitas várias articulações com os órgãos responsáveis sendo eles do governo federal representado pelo INCRA e poderes dos estados e locais como prefeitura, porém, muitos dos compromissos não foram cumpridos e hoje a situação está complicada, pois direitos básicos estão sendo negados a essas famílias. As mulheres prometem permanecer mobilizadas até que as reivindicações sejam atendidas  

Nossa equipe de reportagem conversou com Vilma Mesquita do setor de produção regional do movimento Sem Terra, que deixou claro que os assentamentos estão buscando sobreviver da terra através da produção. Vilma disse que quem faz a reforma agrária é o povo, “O que estamos fazendo é tentando acessar os direitos básicos do trabalhador” a mobilização de mulheres de 26 assentamentos faz parte da programação do Dia da Mulher, que acontece no dia 8 de março. Vilma afirma que as ocupantes já montaram as barracas de lona, derrubaram os pés de eucalipto do terreno e iniciaram o plantio de feijão. As mulheres prometem permanecer no local até que sejam atendidas, “ Por isso cobramos o que nos é de direito, pedimos aos  cidadãos destes municípios, responsáveis pelas políticas públicas nos atendam e respondam as nossas necessidades, que já foram apresentadas há mais de ano  e ainda não foram cumpridas” 

WhatsApp Giro de Notícias (73) 98118-9627
Adicione nosso número, envie-nos a sua sugestão, fotos ou vídeos.


Compartilhe:

COMENTÁRIOS

Nome:

Texto:

Máximo de caracteres permitidos 500/



esta ai ta mais para maguila que um dama
helio silva

tem uns que conheço que nunca pegaram na incchada, a não ser para tirar foto trabalhador consegue viver bem sempre as suas custas e não a custa de politicos e imposto daquele que da sangue no trabalho por seus proprios esforços
bezera

não se come tambem petroleo,este pessoal não tem vida propria,como muita gente conseguiu na vida, só consegue alguma coisa muntado no governo,e dos impostos dos que produzem na vida
bezerra

e verdade meu amigo essa tal de vilma é a primeira em todas terras ,depois sai e deixa o povo só.
montinho

esses povo deveria era tomar conta das terras deles que esta cheia de mato no assentamento terra nova no montinho.querem mais é pegar terra pra vender como já foi feito com a maior parte do assentamento terra nova,acorda incra bota esses sem que fazer pra trabalhar.
monte pascoal